Luiz Antônio Prósperi – 6 fevereiro 2026 (17h55) –
Futebol brasileiro não tem tempo a perder. Nem entra naquela história de que o ano começa só depois do carnaval. Aliás, o nosso mundo da bola vive o seu próprio carnaval de emoções, destemperos, gastos exorbitantes, cabeças de treinadores servidas na bandeja e promessas de pequenas revoluções de gestão no organismo central por ordem da CBF. Tudo ao mesmo tempo e na mesma passarela com apenas 30 dias de temporada 2026.
Iniciamos o desfile com o adereço que os torcedores mais gostam: a contratação de jogadores. Pois bem, já superamos a marca de R$ 1 bilhão em investimentos na transação de reforços aos clubes, a maioria da Série A, segundo dados coletados pelo site globo esporte (ge).
Em três negócios, despejamos cerca de R$ 584, 3 milhões no mercado – Lucas Paquetá no Flamengo (R$ 206,5 milhões), Gerson no Cruzeiro (R$ 168,8 milhões) e John Arias no Palmeiras (R$ 155 milhões). E vem mais uns caraminguás por aí.
No famoso campo e bola, Tite, sim o Professor Tite, sofre vaias da torcida do Cruzeiro ao acumular duas derrotas nas duas primeiras rodadas do Brasileirão 26. “Ei, Tite…” xingam que xingam os cruzeirenses. Aquele período de 2016 a 2022, quando ele comandava a Seleção Brasileira, parece uma galáxia distante, muito distante, de nossa órbita.
Lembram-se de Filipe Luiz, o conquistador de 2025. É outro à beira de ser jogado na panela de pressão após um dos piores inícios de temporada da história do Flamengo. E com Paquetá e tudo.
Abel Ferreira também está nesta ala do bloco dos incautos, aqueles na fila dos vilões soberbos. Torcedores de redes sociais afiam suas foices. E conclamam: “Domingo (8/2) é guerra”. Dia do Derby Corinthians x Palmeiras na casa corinthiana em jogo do famigerado Paulistão.
Fernando Diniz é outro. Que não atrase ainda mais o relógio no Vasco. Diniz corre contra o tempo.
Enquanto isso, a CBF se move. Acaba de lançar a profissionalização dos árbitros de futebol. Homens e mulheres do apito terão salários de R$ 10 mil a R$ 22 mil e mais bônus de acordo com a graduação de cada um (árbitro Fifa, por exemplo) e outros benefícios.
Investimento inicial da CBF na profissionalização da arbitragem chega a R$ 195 milhões, entre obrigações e deveres tanto da entidade como dos árbitros.
Mudanças na Série B do Brasileirão também estão na mesa. Acordo fechado entre CBF e clubes determina que apenas os dois primeiros colocados (campeão e vice) da Série B sobem direto à Série A. As outras duas vagas serão disputadas em um playoff: terceiro colocado x sexto; e o quarto x quinto em dois jogos com ida e volta. Vencedores desses confrontos garantem acesso à Série A.
E no futuro não muito distante, CBF projeta passar o rebaixamento de quatro para três clubes na Série A.
Vem mais por aí. Estamos na primeira semana de fevereiro. Daqui a pouco tem convocação de Ancelotti na Seleção Brasileira, a vida de Neymar, a revoada das bets (casas de apostas) saindo dos clubes. É carnaval.




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