Luiz Antônio Prósperi – 28 março 2026 (12h49) –

Dia 18 de maio 2026. Guardem essa data. Cai numa segunda-feira. É o dia em que Carlo Ancelotti vai revelar a lista dos 26 jogadores da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Estamos neste sábado (28/3) a 51 dias do anúncio de Ancelotti. É o tempo que Neymar tem a fazer de sua vida um capítulo definitivo na história o futebol.

E que história. O ponto final dessa epopeia seira a partir das 16h (horário de Brasília) no colossal MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, ali bem pertinho de Nova York, outrora a capital do mundo. Ali, a Copa de 2026 se acaba. Ali, no imaginário de Neymar, ele marcaria o gol do título da Seleção consagrando a conquista do Hexa e sustentando a hegemonia do Brasil, o único seis estrelas de todas as Copas do Mundo.

O sonho está nas suas mãos. A encrenca é que o Neymar dos sonhos da esmagadora maioria da torcida brasileira está à galáxias de distância da realidade. E não há meios de se encurtar a distância ou atrasar o relógio.

Neymar, já foi dito aqui nesse blog, precisa encarnar a força de vontade de Ronaldo Fenômeno. Retroceder no tempo e entender como o Fenômeno sai da situação de quase aleijado com dois joelhos esgarçados a protagonista dos protagonistas na Copa de 2002. Naquela Copa há 24 anos, Ronaldo pede ao médico da Seleção, José Luis Runco, um plano de recuperação total de seu corpo.

Runco apresenta a planilha com fisiologistas, clínicos, preparadores físicos, nutricionista, psicólogo, oftalmologista, ortodontista, todos prontos a ajudar Ronaldo. Se fecham por pouco mais de 20 dias na Granja Comary, Teresópolis, em fevereiro com o carnaval correndo solto em todo Brasil.

Fenômeno encara o desafio e sai de lá quase inteiro após tratamento intensivo no campo e avaliações médicas. Felipão se convence de que não erraria em apostar no repaginado Ronaldo na Copa. Estabelece a meta de fazer Ronaldo atuar pelo menos 70 minutos nos amistosos pré-Copa e, mesmo na fase de grupos da Copa 2002, substituir Ronaldo ao completar os 70 minutos do jogo. Era o Ronaldo 70, nas palavras de Felipão.

Deu no que deu. Ronaldo faz oito gols, vira artilheiro da Copa e o Brasil conquista o Penta.

Neymar pode repetir pelo menos parte do produto final Ronaldo 70 se estiver mesmo empenhado em disputar a Copa 2006.

Por enquanto, Neymar parece jogar com as armas usadas por Romário na pré-Copa 1998.

Ídolo nacional inconteste, herói do Tetra na Copa de 94, Romário, o Baixinho, o Peixe, queria jogar a Copa de 98 na marra. Marrento se esbalda no futevôlei nas praias cariocas. Rasga a panturrilha. Mesmo sem condições físicas, tamanha sua irresponsabilidade às vésperas da Copa 98, é convocado por Zagallo, que se acovarda diante da opinião pública e maioria da imprensa a favor de Romário.

Romário vai à França e em uma semana de preparação do time é cortado da Seleção a poucos dias da estreia do Brasil no Mundial. Zagallo e o médico Lidio Toledo se rendem às ponderações de Zico, na época coordenador da Seleção. Zico não se convence, com razão, de que Romário se recuperaria em tão curto espaço de tempo. O Baixinho derrama lágrimas na despedida da França e volta ao Brasil.

Amargurado, Romário se diz injustiçado. Garante para todo mundo que se recuperaria durante a fase de grupos da Copa e voltaria na fase de mata-mata. Impossível. De volta ao Rio, forçou um jogo mambembe para provar que estava recuperado na mesma semana que o Brasil jogaria as oitavas de final da Copa. E ficou nisso.

Romário enganou-se a si mesmo. Se iludiu com a pressão da opinião pública e maioria da imprensa a seu favor naquele momento pré-Copa quando era o dono da Seleção Brasileira.

Neymar está nessa maré de Romário de 1998. Se olha no espelho de duas faces. Por enquanto, está a olhar na face errada. A certa é espelhar-se em Ronaldo Fenômeno de 2002.

Aliás, um descompromissado Romário tenta dar esse mesmo golpe na Copa de 2002 forçando Felipão a levá-lo à Coreia do Sul e Japão embalado na opinião pública e parte da imprensa. Felipão não se rende às bravatas de Romário e joga suas fichas em Ronaldo e Rivaldo com auxílio do menino Ronaldinho Gaúcho.

Por enquanto, Ancelotti repete Felipão. Neymar insiste em ser Romário. Essa história tem dia e hora para acabar: 18 de maio a partir das 15h na sede da CBF.

O Neymar dos sonhos nem nos sonhos existe.


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Uma resposta a “O Neymar dos Sonhos”

  1. Neymar com uma perna jogar melhor do todos que estão la rsrsrs

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