Luiz Antônio Prósperi – 18 maio 2026 (19h29) –
Neymar vai jogar a Copa do Mundo 2026. Não é uma surpresa. Muito menos efeito de uma enorme pressão em cima de Carlo Ancelotti. Trata-se de uma decisão do treinador italiano e de seus pares de comissão técnica dentro dos padrões do futebol. Ancelotti entende que o craque ainda vive e tem muito a contribuir com a Seleção na Copa. O resto dessa história é teoria da conspiração, balela política e ilusão da forca dos chamados parças do Menino Ney, de 34 anos, como eles cultuam a divindade. Neymar vai. Mas a Copa pode ser de Endrick.
Goste-se ou não, Neymar estará no Mundial. Titular ou reserva. Depende dele. Se mostrar que a bola ainda é a sua melhor companheira, tudo certo. Se insistir no mundo paralelo em que vive, um professor de coreografias com dancinhas na celebração de gols e outros feitos, de petulância contra adversários e arbitragem, então acompanhará a Copa sentado no banco de reservas. Ancelotti tem conhecimento e poder de sobra para dar a Neymar o tratamento que ele merece.
A Copa também não é só Neymar.
Se debruçarmos na lista dos 26 jogadores, veremos alguma coerência de Ancelotti ao longo de um ano no comando do escrete.
É verdade também que temos algumas aberrações, como a insistência no lateral Alex Sandro do Flamengo e no inominável Lucas Paquetá, de pouca bola, currículo inexpressivo nos clubes e um lobby absurdo por sua presença na Seleção.
Em contrapartida, a chegada de Endrick, que atropelou a concorrência na reta final, é a grande notícia dessa convocação.
Endrick é um múltiplo de energia, destreza e personalidade que só os grandes gênios do futebol se permitem a ter.
A precocidade e a tenra juventude ainda podem tirar Endrick do prumo. Mas desde já é candidato a virar titular e a colocar a Copa debaixo do braço. Desde que, é solar, não se deixe levar por astros desalinhados durante a longa jornada na Copa do Mundo.



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