Luiz Antônio Prósperi – 5 junho 2026 (13h05)
“É o último jogo para fazer teste. Paquetá representa um jogador importante para nós, porque tem característica diferente dos outros meias. Quero testá-lo e testar o Igor Thiago no jogo de amanhã. Acho que o sistema com os quatro na frente está bastante consolidado. Quero testar uma nova alternativa no último teste”, palavras de Carlo Ancelotti na entrevista coletiva nesta sexta-feira (05/6), em New Jersey.
Assim, como todos seus antecessores no comando da Seleção Brasileira, o italiano se rende a Paquetá. O teste com Paquetá será no amistoso Brasil x Egito, sábado (06/6), em Cleveland, último jogo do escrete antes da estreia na Copa do Mundo contra Marrocos, dia 13/6.
Veremos se Paquetá vai dar conta da tarefa de atuar como meia e atacante ao lado de Raphinha, Igor Thiago e Vini Jr.
“Ser brasileiro é genética, ser italiano é trabalho. Tem que combinar as duas coisas. Um ítalo-brasileiro pode ganhar a Copa do Mundo, só italiano não, só brasileiro também não. Tem que combinar as duas coisas” – Ancelotti
Acompanhe outros temas da entrevista coletiva de Ancelotti pré-amistoso Brasil x Egito:
“Amanhã (sábado, dia 6) temos 11 mudanças, vou aproveitar as 11 mudanças na segunda parte. Pode ser alguns jogadores que precisem jogar mais, que tenham saído de lesão anteriores, como Raphinha, Bruno, pode ser que eu dê um pouco mais de minutos a eles, mas todos vão jogar.
O senhor pretende mudar o sistema 4-4-2?
“Obviamente você tem que levar em conta o adversário, mas isso não vai mudar nossa escalação, nosso sistema ou nossa estratégia de acordo com as características do adversários. Quero ver outra opção de equipe, a última possibilidade de fazê-lo eu vou fazer. O que está claro é que o sistema não muda, é 4-4-2 e não vai mudar”.
“O sistema só muda quando você não tem a bola. Você não pode olhar o sistema quando tem a bola porque nunca atacamos com quatro. Defensivo é 4-4-2, não muda. Depois mudam as características dos jogadores. Muda a posição de Paquetá com a bola quando ele está com Luiz Henrique. Sei perfeitamente que Paquetá não pode ser ponta. Depois de 40 anos de futebol eu entendi isso”(risos de Ancelotti).
Igor Thiago larga na frente de Endrick na briga por vaga no ataque?
“Não está avançado, eles têm características diferentes, jogaram muito bem no segundo tempo contra o Panamá. Não tem vantagem. Eu acho que combinam bem no jogo os dois, porque acho que tem características diferentes”.
Que diferenças o senhor vê entre Igor Thiago e Matheus Cunha?
“Matheus é mais associativo com a equipe, tem muita qualidade no posicionamento e uma finalização muito forte. Thiago é um atacante totalmente diferente, muito potente, muito inteligente e muito forte na área”.
“Eu honestamente não vejo um time favorito hoje, acho que há muitos times competitivos para ganhar, mas não há uma que se destaque. Vai ganhar a equipe que é capaz de esconder suas debilidades”.
Pretende alterar muito o time durante a Copa?
“Eu acho que estou convencido que tenho uma lista muito forte e quero aproveitar essa lista. Não quero focar minha cabeça no time titular do primeiro jogo. Quero treinar essa lista e aproveitar essa lista. É uma lista com muitos recursos”.
Na estratégia para ganhar a Copa, o senhor pensa em ser mais italiano na defesa ou mais brasileiro no ataque, na fantasia?
“Ser brasileiro é genética, ser italiano é trabalho. Tem que combinar as duas coisas. Um ítalo-brasileiro pode ganhar a Copa do Mundo, só italiano não, só brasileiro também não. Tem que combinar as duas coisas”.
Grupo de jogadores já se sente uma ‘família Ancelotti’?
“Nesse momento todo mundo está contente e feliz, vamos ver a cara dos jogadores que não jogam depois do primeiro jogo, mas estou acostumado com tudo isso. Começar com um bom ambiente é uma vantagem.”
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