Brasil vence Egito no último amistoso antes da estreia na Copa e Endrick quer vaga no time titular

Endrick celebra gol da vitória Brasil 2 a 1 Egito – foto: Instagram No ataque

Luiz Antônio Prósperi – 6 junho 2026 (20h51)

Brasil vence Egito por 2 a 1 no último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo. Endrik faz gol da vitória e mais uma vez pede passagem a Carlo Ancelotti. Seleção principal não joga bem no primeiro tempo, com vacilos defensivos e muita afoita no ataque. No segundo tempo, joga de forma mais sensata. No resumo da ópera, Ancelotti vai para Copa com mais dúvidas a certezas.

Primeiro tempo alucinado e descontrolado da Seleção Brasileira. Em ritmo exasperante, sem tempo para pensar, ataca a passes rápidos. Muitas vezes sem sintonia. E se defende como um time amador com botes de Marquinhos e Ibañez perdendo a maioria deles e os laterais Wesley e Douglas Santos fora de órbita. Não era difícil prever, com tamanha gratuidade, gols a favor e gols do adversário.

A história começa com astúcia de Bruno Guimarães roubando a bola na entrada da área egípcia e chutando com destreza para o gol: Brasil 1 a 0.

Gol lá, gol cá. Marquinhos, o capitão e consagrado bicampeão europeu no PSG, erra feio ao recuar bola para Alisson. Zico, que não se deixe levar pelo nome, aproveita a picotada de Marquinhos e faz o gol de empate.

Tudo dentro do enredo de um amistoso anárquico e muito confuso da favorita Seleção Brasileira.

E aí o drama. Wesley sente dores na virilha. Sai do jogo chorando e com projeção terrível para seu futuro na Copa, a uma semana da estreia do Brasil. Wesley leva seu choro ao banco de reservas. Inconsolável.

Danilo velho de guerra entra no lugar de Wesley.

Cenário não munda. Seleção de Ancelotti insiste nos ataques rápidos. Empilha chance atrás de chance com Vini Jr, uma vez, e Igor Thiago, duas vezes, cara a cara com o goleiro. Os dois erram feio. Goleiro do Egito escreve seu nome no amistoso.

Igor consagra o goleiro Shobier. E pode não carimbar a vaga no time titular do Brasil.

E o Paquetá. Insistem tanto e tanto. Elogiam e elogiam, mas o cerebral meia não aparece. Arrisca passes verticais rápidos. Nada fora do normal como tem sido sua carreira até aqui.

No segundo tempo, Ancelotti volta com mudanças a granel.

Goleiros: sai. Alisson entra Weverton

Laterais: Danilo e Douglas Santos continuam

Zagueiros: saem Marquinhos e Ibañez, entram Bremer e Leo Pereira

Na meiuca: saem Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá, entram Fabinho e Danilo Santos e Matheus Cunha

No ataque: saem Vini Jr e Igor Thiago, entram Luiz Henrique e Endrick. Apenas Raphinha remanescente do primeiro tempo.

Seleção se reinventa com as mudanças. Ataque ganha em atrevimento e qualidade. Logo aos 6 minutos, Raphinha entorta zaga e cruza leve para Ednrick dar um toque de classe: Brasil 2 a 1.

https://x.com/CBF_Futebol/status/2063407505967841744?s=20

Gol de Endrick acalma o time. Seleção se organiza na hora de marcar. Compacta. Aquela agonia do primeiro tempo agora é sintonia. Sem atropelos.

Defesa organizada. Meio-campo consciente com Fabinho, Danilo Santos e Matheus Cunha. Ataque mais insinuante com Luis Henrique e Endrick. Brasil estabelece a hierarquia e depois cozinha o jogo se guardando para a Copa.

Agora é para valer. Ancelotti, a hora é de Endrick.


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