Cadê a bola parada do Brasil na Copa 2026?

Gabriel Magalhães, 1m91 – foto: CBF oficial

Luiz Antônio Prósperi, de Morristown, 26 junho 2026 (14h05)

Seleção Brasileira ainda não fez gols de cabeça em jogadas de bola parada nesta Copa do Mundo 2026. Aliás, nosso bombardeio aéreo tem poder de um traque até aqui. Arsenal desperdiçado. Desde a chegada do escrete no território da Copa, lá se vão 24 dias, não se tem notícia se Carlo Ancelotti treina a valer as jogadas de bola parada, de preferência em busca dos gols pelo alto. Vamos enfrentar os japoneses no primeiro mata-mata aqui no Mundial, segunda-feira (29/6) em Houston. Pode ser um diferencial físico a favor da Seleção.

Bom levar em consideração que a estatura média do Japão nesta Copa é de 1m81. Altura acima do padrão da média dos japoneses. Goleiro Zion Suzuki tem 1m90. Atacante Ueda, 1m82. Maioria deles joga no futebol europeu. Portanto, devem saber muito bem lidar com adversários de porte físico mais avantajado.

Mesmo longe dos tempos do “time de baixinhos”, este Japão de hoje pode levar desvantagem no embate com os brasileiros de Ancelotti.

Entenda como temos armas de sobra no bombardeio aéreo:

Casemiro, 1m85, seis gols de cabeça na última temporada no Manchester United.

Gabriel Magalhães, 1m91, autor de três gols de cabeça, todos decisivos, no título da Premier League conquistado pelo Arsenal. Time inglês fez a maioria de seus gols em jogadas de bola parada, fartura nos escanteios, com Magalhães importante na construção dessas jogadas não só pelos gols.

Danilo, 1m84, dono do gol de cabeça que deu o título da Libertadores 2025 ao Flamengo contra o Palmeiras.

Marquinhos, 1m83, muito bom no jogo aéreo ofensivo e defensivo. Torcida do PSG que o diga.

Igor Thiago, 1m91, dispensa comentários. É referência na bola aérea do time inglês Brentford.

Matheus Cunha, 1m84, também a ser usado nas bolas paradas. Arco e flecha.

A média de altura do Brasil nesta Copa 2026 chega a 1m83. Portanto, somos mais altos que os japoneses. Questão de 2 cm que seja. Mas faz a diferença na hora de disputar a bola que vem do céu.

É de se perguntar: Ancelotti leva esse fator “estatura” em consideração?

Vamos entrar na fase de mata-mata. Bola aérea na jogada combinada também vence jogos e é legítima. Temos artilharia pesada quando jogo vem do alto.

Não podemos desperdiçar esse paiol estocado na cabeça de nossos jogadores.

Quanto ao jogo antiaéreo dos japoneses, não podemos nos esquecer da história. Quando foi preciso, se tornaram kamikazes.


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