Luiz Antônio Prósperi – 19 julho 2026 (10h55)
Espanha e Argentina jogam a final da Copa do Mundo 2026 neste domingo (19/7), às 16h (horário de Brasília), no estádio MetLife. Os argentinos querem o bi consecutivo, o tetra na soma de títulos, e coroar Lionel Messi no novo Rei do Futebol. Os espanhóis entram para ditar ao mundo o novo velho estilo de se jogar futebol na base da bola é minha, o campo é meu e vou vencer. Qual proposta vai sair com a taça? Não se tem favoritos em uma final de Copa do Mundo.
As cartas estão na mesma. E há mais semelhanças à diferenças entre Espanha e Argentina.
As duas têm técnicos forjados em suas confederações. Nem o argentino Lionel Scaloni nem o espanhol Luis De la Fuente têm histórico de clubes. A origem está nas seleções de base. Os dois conhecem a essência de cada seleção, estilo e tendências.
Fuente bebe na fonte de águas cristalinas da Espanha criada em 2008 com Luis Aragonês e depois Del Bosque, inspirados no Barcelona de Cruyff e Guardiola. Nós gostamos e queremos ficar com a bola. Venha tirar da gente. O gol é consequência desse processo.
Por isso, nessa Espanha 2026 se valoriza o rigor técnico e mental de Rodri, volante Bola de Ouro Fifa em 2023, a destreza de Fabian Ruiz e a entrega de Dani Olmo e Berna. Quatro na função de meias e volantes com obrigação única de controlar o jogo. Fazer da Espanha soberana os 90 minutos.
Tem também Cucurella, o lateral múltiplo a combinar marcação, apoio e raça, um remanescente do estilo “La Furia” da Espanha de antes da década de 2000.
E chegamos em Lamine Yamal, o sem parâmetros. Garoto de 19 recém-completados nessa semana de final de Copa do Mundo. Ainda sob efeitos de dores no músculo da coxa direita, de uma lesão pré-Copa, o menino é o que se entende na linguagem de hoje “o desequilibrante”.
Não nos esqueçamos da defesa com Cubarsi, 19 anos, La Porte e o lateral Pedro Porro. Claro, Unai Simon defendendo a meta.
É uma Espanha catedrática, fiel ao seu estilo. De força mental e bola nos pés.
Do outro lado da final, Scaloni tem como fonte de inspiração o jeito argentino de jogar futebol. Valorização dos meias, sem obrigação de jogar com pontas dribladores e de velocidade. Prefere a escola dos canhotinhos. Gente que sabe tratar a bola. Mario Kempes, Diego Maradona e…
Seu meio-campo é duro quando necessário e limpo quando tem a bola. Paredes exerce o papel de Rodri na Espanha. Não com refinamento do espanhol, mas um cão de guarda. Enzo Fernandez, Mac Allister e De Paul (se estiver apto na condição física), têm força, técnica e gostam de procurar o gol.
Lá atrás, Dibu Martinez, o goleiro das defesas impossíveis, e o zagueiro Romero seguro e autor de gols importantes.
Mas, o fundamental nessa Copa do Mundo: Argentina tem gana. Gana de vencer. Nunca foi invertebrada nessa travessia no Mundial 2026.
Tudo para chegar em Lionel Messi. Sem ele talvez a Argentina estaria se remoendo por dentro, incapaz de vencer seus jogos. Por sua sorte, só a Argentina tem Messi. Daqueles gênios camisa 10 por naturalidade e dom.
Não por acaso, Messi puxa a fila na entrada da Argentina no aquecimento pré-jogo. O rei e os súditos

Aos 39 anos, seis Copas acumuladas nas costas, oito vezes eleito melhor jogador do mundo Fifa, campeão mundial na Copa 2022, Lionel chega à final a ser coroado o novo Rei do Futebol. Quase unanimidade dão a ele o título de “melhor jogador de todos os tempos.”
Há quem diga que Messi já superou Pelé. Exageros ou não, a Copa do Mundo de 2026 será lembrada mais como a Copa de Messi à do novo campeão neste domingo em New Jersey.
Messi nem precisa da coroa. Seu reinado se estende há duas décadas. Seja qual for o destino dessa decisão da Copa 2026, Messi já terá imortalizado seu nome.
Sua assinatura com a bola nos pés está perpetuada nos vídeos de telinhas e telonas para mais de 6 bilhões de pessoas da audiência global dessa Copa do Mundo.
E tenho lá minhas dúvidas de que você queira apagar de seus arquivos os feitos de Lionel, Lionel Messi.
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