A Federação Italiana de Futebol está em crise. Andrea Pirlo não será o técnico da seleção nacional, e a decisão terá consequências inevitáveis. Primeiro, Giovanni Malagò, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), terá que encontrar rapidamente outro nome para apresentar ao Conselho Federal amanhã. Ele não fará isso ao lado de Paolo Maldini e Leonardo: o diretor técnico e o consultor da FIGC decidiram abandonar o projeto. O rompimento com o presidente é irreparável, anuncia o jornal La Repubblica.
Pirlo assinaria contrato nesta segunda-feira (27/7) com a Federação Italiana de Futebol. Era o preferido de Maldini, novo diretor técnico da federação, e Leonardo, consultor-técnico. Mas a ligação de patrocínio de Pirlo com uma casa de apostas da Rússia é crucial para o projeto desmoronar.
Pirlo recusa convite depois de ter concordado em assumir a Seleção Italiana, pressionado por agentes políticos da Itália e Giovanni Malagó, presidente da Federação Italiana.
Maldini e Leonardo não aceitam os argumentos de Malagó e apresentam suas renúncias aos cargos em que foram recém-empossados. Os dois seriam encarregados de sustentar um novo projeto de revolução na seleção.
Sem Maldini e Leonardo a seu lado, Malagó pensa em resgatar Roberto Mancini para assumir a seleção.
Eis que a Gazzetta dello Sport apresenta um novo candidato: o brasileiro Thiago Motta, ex-jogador da Azzurra, com passagens na função de técnico na Juventus e outros clubes italianos.
A MAIS RECENTE IDEIA DE TÉCNICO DA ITÁLIA: THIAGO MOTTA
Descartados os antigos treinadores (Roberto Mancini e Conte), é melhor focar num perfil jovem, moderno e com visão de futuro, como definido por Maldini e Leonardo: um perfil que se encaixaria ao de Thiago Motta, um treinador capaz de trabalhar com jovens jogadores, familiarizado com o ambiente de Coverciano e — o mais importante — capaz de reconciliar a todos. Será isso suficiente? Veremos. Maldini e Leonardo certamente abordaram Malagò hoje, pedindo explicações sobre a saída de Pirlo e com a intenção de renunciar aos seus respectivos cargos. No entanto, após um dia de intensas conversas telefônicas, essa decisão ainda não foi oficializada. Talvez justamente porque as partes estejam trabalhando para apaziguar os ânimos e evitar uma “má impressão”, o que não beneficiaria ninguém neste momento, relata a Gazzetta nesta segunda-feira (27/7).
A crise tem dia para acabar: nesta terça-feira (28/7)
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