Luiz Antônio Prósperi – 30 novembro (19h40) –
Botafogo vence Atlético-MG por 3 a 1 e escreve seu nome no seleto grupo dos campeões da Libertadores da América. Dos 12 clubes da elite do futebol brasileiro, apenas o Botafogo não tinha essa taça, a Glória Eterna. Mais que a conquista inédita, o time carioca expõe a nova realidade do nosso futebol desde a chegada da SAF (Sociedade Anônima de Futebol) em 2021, quando o poder da grana passa a falar mais alto.
Vendido ao milionário americano John Textor em 2022, Botafogo vivia passando fome nos principais campeonatos do Brasil e distante das Copas na América do Sul. Textor gasta os tufos, coisa de R$ 500 milhões em dois anos, e eleva a Estrela Solitária ao céu.
A campanha do time carioca foi exemplar, sob comando do técnico português Artur Jorge. Caminha da pré-Libertadores até passar bem a fase de grupos. No mata-mata, elimina os supercampeões Palmeiras, São Paulo e Peñarol. Na final, encontra o Atlético-MG, dono de uma das melhores campanhas do torneio 2024.
A decisão no Monumental de Nuñes, estádio do River Plate, em Buenos Aires, teve cores de drama e os cavaleiros da vitória em batalhas épicas nesse sábado (30/11).
Inacreditável. A 30 segundos de jogo, volante Gregore é expulso ao tirar sangue da cabeça do volante argentino Fausto Vera. Enredo do jogo muda por completo. Atlético teria 90 minutos com um jogador a mais que o adversário para se impor e levar a taça.
Frouxo, sem nenhuma ideia diferente, o time de Minas não encantoa o Botafogo. Pior, sofre dois gols em 45 minutos. Luiz Henrique faz o primeiro, depois sofre pênalti e Alex Telles converte o segundo. Glória da Estrela Solitária. E vergonha do Galo.

No segundo tempo, Atlético troca três jogadores e ameaça controlar o jogo a partir do gol de cabeça de Vargas em escanteio executado por Hulk, aos seis minutos. Havia uma eternidade para o time mineiro empatar a partida e até virar. Joga o tempo todo no campo inimigo e desperdiça pelo menos três oportunidades de gol. Incompetência total.
Do seu lado, Botafogo se defende como nunca. Entrincheirado na sua área, espana todas as bolas. E, no último minuto, Junior Santos, um dos cavaleiros da vitória, fecha a conta com um gol daqueles de coroar o campeão.
Chega ao fim a chacota, o mantra de que tem coisas que só acontecem com o Botafogo.
Botafogo Futebol Regatas, enfim, faz história. Seu nome e escudo da estrela solitária estão eternizados em uma plaquinha de metal afixada no pedestal de campeões da taça da Libertadores da América.
Agora é tempo de Botafogo.





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