Luiz Antônio Prósperi – 8 fevereiro (15h15) –
Você se lembra do 7 a 1 da Alemanha na Copa do Mundo 2014? Melhor, não. Acontece que aquela geração ainda não acabou para o futebol. No Brasileirão 2025 teremos Thiago Silva (Fluminense), David Luiz (Fortaleza), Luis Gustavo e Oscar (São Paulo), Hulk e Bernard (Atlético-MG) e Neymar (Santos). Marcelo (ex-Fluminense) e Fernandinho (ex-Athlético-PR) ainda estariam aqui, mas penduraram as chuteiras no início dessa temporada. O reencontro desses trintões do 7 a 1 é o espelho do futebol brasileiro. O tempo não tem fim.
Também passando dos 30 anos, a geração campeã mundial Sub-20 com a Seleção Brasileira em 2011 se faz presente. Danilo e Alex Sandro, na época jogadores do Santos, estão juntos no Flamengo. Philippe Coutinho (Vasco), Alan Patrick (Inter), Dudu (Cruzeiro), Oscar (São Paulo), Henrique Almeida (Portuguesa), Bruno Uvini (Grêmio), Allan (Botafogo), Willian José (Bahia).
Maioria dos remanescentes do 7 a 1 e do Mundial Sub-20 2011 faz o caminho de volta. Garotos quando deixaram o Brasil e realizados trintões no caminho inverso agora.
Muitos deles ainda teriam idade a encantar plateias na Europa, meca do futebol internacional. Mas resolveram voltar por um detalhe: aqui também se paga bons salários.
Salários acima de R$ 1 milhão não surpreendem mais. Clubes inflacionam suas folhas salariais e também gastam os tubos na contratação de jogadores movidos pelo fluxo absurdo de grana na temporada.
Apenas dos direitos de transmissão do Brasileirão 2025, clubes devem faturar cerca de R$ 2,8 bilhões – média de R$ 150 milhões por clube.
Bets também despejam dinheiro como cachoeiras. Patrocinadoras de 18 dos 20 times da Série A do Brasileirão, as casas de apostas injetam perto de R$ 1 bilhão para estampar suas marcas nas camisas e publicidade nos estádios.
É tanto dinheiro na praça que não acaba mais. Na janela de transferências de jogadores ainda aberta – fecha dia 28 de fevereiro –, os clubes já investiram R$ 1 bilhão em contratações, segundo sites especializados em finanças do futebol.
Não deve parar por aí.
Muito se diz que a bolha da gastança vai explodir logo logo.
Enquanto os céticos observam a caravana do nosso futebol rumo à montanha de dinheiro, outros procuram analisar o que move essa engrenagem. Por enquanto, não há resposta definitiva.
A maior interrogação nesse momento: Por que Neymar voltou ao futebol brasileiro?
Não é só por amor ao Santos, muito menos se juntar à geração dos trintões do 7 a 1 de 2014 ou parceiros do Mundial Sub-20 de 2011. Seria louco a rasgar dinheiro? Parece que não.
Anota aí. Futebol brasileiro vive período de riqueza. Até quando não se sabe. Enquanto isso, os trintões se divertem. E ganhando bem. 7 a 1?





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