Luiz Antônio Prósperi – 24 julho 2025 (19h01) –
Santos está na zona de rebaixamento do Brasileirão 2025. Neymar também. Neymar e Santos se confundem em um só. Os dois estão na vitrine e a torcida joga pedras a estilhaçar os vidros. O craque perde a paciência. Nos dois últimos jogos, bate-boca com torcedores loucos por holofote. Neymar é trouxa ao tirar satisfação com arquibancada. Sua razão de viver nesse momento é o campo e bola.
Daí a irritação. O campo tem sido território hostil. A bola não é mais a companheira amada. E o Santos também não se ajuda.
Sentimento que se tem é de Neymar se fazendo de o Cavaleiro Solitário. Toda ação e reação vem mais do que manda seu coração à realidade a sua volta.
Não tem mais a companhia de Messi e Luis Suárez nos tempos de Barcelona nem Mbappé e até Messi no PSG. Muito menos a pressão suave na breve passagem pelas Arábias defendendo o Al Hilal.
A vida agora é no chão batido do futebol brasileiro. Na velha Vila Belmiro muito diferente do ambiente que conheceu entre 2009 a 2013. Não é mais o moleque moicano a entortar adversários e dominar o jogo com diabruras com a bola nos pés.
Calva visível disfarçada no penteado de tranças e penduricalhos. Joelhos sensíveis. Músculos cansados. Cabeça a mil. Situação muito diferente a que se acostumou a viver no futebol.
Neymar não é dono do Santos. Nem faz questão. Embora a maioria da torcida e do mundo futebol entendam que sim.
O Santos precisa de Neymar. Não só do Neymar. Precisa de voltar a ser um organismo vivo consciente de seus limites. E tirar proveito do que de bom Neymar possa oferecer.
De sua parte, Neymar tem de olhar ao longe com os pés no chão. De nada adianta se vestir de o Cavaleiro Solitário. Neymar tem de ser mais um a lutar e não ficar perdido no meio da multidão santista.





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