Luiz Antônio Prósperi – 13 abril 2026 (11h19) –

“Time e torcida jogaram no mesmo tom”, diz Fernando Diniz na entrevista coletiva pós-Corinthians 0 a 0 Palmeiras, domingo (12/4). Na segunda e terça-feiras (06 e 07/4), presidente, vice e alto colegiado da Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do clube, ameaçam jogadores do Corinthians no acesso ao centro de treinamentos. “Se perder domingo (clássico contra o Palmeiras), nós vamos embaçar na de vocês. Aqui é Corinthians, maluco! Vai se f…!”, palavras desses torcedores aos atletas no portão de entrada no CT.

Chega o domingo. Arena Neo Química em Itaquera recebe pouco mais de 46 mil torcedores. Placar eletrônico conclama jogadores a jogar com “Sangue no olho” em luz vermelha no led. Começa o clássico e se percebe o tom “pilhado”, para usar uma palavra das redes sociais, do time do Corinthians. Faltas, resmungos, agressões leves e outras nem tanto, se multiplicam. André, 20 anos, é expulso por ato obsceno. Mais tarde, Matheusinho leva vermelho por ato violento. Corinthians se entrincheira-se na sua área. Tem a vitória nos pés de Yuri Alberto, e sai ovacionado por segurar empate sem gols no clássico.

Fim de jogo. Mais empurra-empurra, braços vis e força descomunal de seguranças de Palmeiras e Corinthians no saguão de acesso aos vestiários. Luighi registra B.O. alegando vítima de agressão por parte de funcionários do clube rival. Palmeiras denuncia suposto gesto racista, partindo de um torcedor corintiano, contra seu goleiro Carlos Miguel.

Jogo não há. Palmeiras tem pênalti a seu favor não marcado e se mostra incompetente para vencer o Derby mesmo com dois jogadores a mais desde os 25 minutos do segundo tempo.

Balanço ao final aponta Palmeiras líder isolado do Brasileirão com 26 pontos e Corinthians, o primeiro fora da zona de rebaixamento com 11 pontos em 11 partidas.

A valentia demonstrada no clássico “no tom da torcida”, como pregou Diniz, valeu o sacrifício?

Vale o registro. Minutos antes de o jogo começar, quando o clima bélico se espalhava pela arena, Memphis Depay aparece à beira do gramado trajando um fino terno em tom chumbo, camisa branca e gravata rosa opaca. Machucado não foi para o jogo.

E postou no seu Instagram uma imagem com um homem pendurado em um tronco de árvore com três alternativas: ficar no emprego (ser atacado por uma cobra), sair sem ter um plano B (ser atacado por um leão) ou mudar para outro emprego (cair em um rio de jacarés). Insinuações a respeito de seu futuro no Corinthians.

Memphis diz que sua prioridade é continuar no Corinthians depois da Copa do Mundo. Se sim, o ídolo holandês poderá jogar o próximo Palmeiras x Corinthians no segundo turno do Brasileirão na casa do Alviverde.

Lá, no ex-Allianz Parque, agora Nubank, Fernando Diniz não poderá conclamar seu time a jogar no “tom da torcida”. A vez será de Abel Ferreira, fora do clássico no domingo por cumprir suspensão aplicada pelo STJD por impropérios contra arbitragens.

Ninguém sabe o que é um Corinthians e Palmeiras.

Futuro de Memphis no Corinthians
Memphis Depay minutos antes de Corinthians e Palmeiras (12/4) – foto: Instagram

https://x.com/Paulistao/status/2043443561048215643?s=20

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