Irresponsável, Fernando Torres facilita a vida do Barcelona

"FC Barcelona v Club Atletico de Madrid  - UEFA Champions League Quarter Final: First Leg"
Fernando Torres é expulso e compromete o Atlético – Foto: David Ramos/Getty Images

Diego Simeone, treinador do Atlético de Madrid, tem muitos seguidores. São aqueles admiradores do futebol de marcação obsessiva, entrega, suor, garra e rosto crispado. Seus jogadores jogam por ele e ele joga pelos jogadores no limite entre sua área de atuação e o campo de jogo. Por isso, o Atlético é um time encardido, duro, sem espaço para os que se intimidam. Com Simeone, todos, eu disse todos, têm de morrer em campo.

Fernando Torres, atacante de muitos gols, é o camisa 9 deste aguerrido time do Atlético. Por característica, não é de sair com a camisa empapada de suor após as partidas. Sua iguaria é o gol. Não é daqueles de disputar cada centímetro do gramado como se fosse seu latifúndio. É de meter a bola para a rede. E isso Torres fez muito bem na primeira chance que teve contra o Barcelona, nesta terça-feira, no jogo de ida das quartas de final da Champions League.

Fez 1 a 0 e proporcionou ao seu Atlético a possibilidade de surpreender o Barcelona, sem o encanto das últimas jornadas. Pois bem, se Torres tem por excelência o gol, fica devendo quando tem de se travestir de Simeone para marcar, pegar o adversário. Ao tentar ser um dos seguidores de Simeone, Torres fez duas faltas desleais e foi expulso, aos 33 minutos do primeiro tempo. Deixou seu time na mão.

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Luis Suárez celebra seu segundo gol – Foto: Lluis Gen/Getty Images

Quem agradeceu foi o Barcelona, ainda cambaleante após o golpe fatal que levou do Real Madrid no clássico no último sábado. Com um a mais, o time do trio MSN amassou o Atlético, tomou posse da grande área do inimigo e consolidou a virada com dois gols com a patente de centroavante que Luis Suárez tem impregnado na sua camisa 9.

Suárez, um andarilho perdido no primeiro tempo e boa parte do segundo, revirou a partida com os dois gols em uma noite de pouca inspiração de Messi e muita entrega de Neymar. O uruguaio resolveu a vida do Barça, que na próxima semana joga pelo empate para avançar às semifinais da Champions.

Quanto ao Atlético de Madrid, é preciso um pouco mais de cabeça fria na partida de volta. Viver e respirar na pulsação de Diego Simeone é importante, mas não fundamental. Fernando Torres que o diga.

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