Jogos decisivos do Paulistão 2016 terão torcida única

 

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Gesto de Ricardo Oliveira que marcou a rivalidade Palmeiras x Santos em 2015

Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, foi um dos primeiros a defender a ordem autoritária da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSPSP) de estabelecer a presença torcida única nos clássicos em São Paulo. Cuca não concorda. O treinador sabe que se o seu time avançar à final contra o Corinthians vai ter de decidir o Campeonato Paulista no Itaquerão sem nenhum torcedor palmeirense.

A primeira experiência, digamos missão, de Cuca será o clássico contra o Santos, programado para domingo às 16h na Vila Belmiro. Em reunião, nesta terça-feira na Federação Paulista de Futebol (FPF), se determinou que este jogo da semifinal do Paulistão será com torcida única do mandante, portanto, do Santos, atendendo à ordem da SSPSP.

“Nunca joguei com torcida única . Acho feio, não é legal. O bonito é aquele confronto saudável do torcedor”, lamentou Cuca.

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Cuca não aprova torcida única nos clássicos paulistas

E o caldeirão já está fumegando. Santos x Palmeiras aqueceram uma rivalidade que estava hibernada há séculos com as decisões do Paulistão e Copa do Brasil de 2015. Fernando Prass e Ricardo Oliveira trocaram farpas. Lucas Lima tem debochado do rival nas redes sociais e, do outro lado, as respostas têm sido na canela.

Os presidentes Paulo Nobre, do Palmeiras, e Modesto Roma Jr, do Santos, levantaram o lenço branco entre dos dois clubes em entrevistas à TV BAND na tentativa de acalmar as torcidas. Veja o que eles disseram:

“Em nenhum momento o Ricardo Oliveira foi desrespeitoso com Sociedade Esportiva Palmeiras. Ele foi inteligente, tentou  desestabilizar os nossos jogadores. E depois teve a resposta, que não foi desrespeitosa. Em nenhum momento ele desmereceu a entidade Palmeiras. Fez o trabalho dele”, disse Nobre.

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Nobre, presidente do Palmeiras, troca aperto de mãos com Modesto, do Santos

“A rivalidade é positiva. Foram brincadeiras. Prass e Ricardo Oliveira têm boa relação fora de campo. Vocês, da imprensa, é que fazem isso tomar outro rumo. Vivemos um momento triste de uma só torcida dentro de campo. Que seria do Santos sem o Palmeiras e que seria o Palmeiras sem o Santos e todos os outros clubes?”, comentou Modesto.

Bom lembrar que a Secretaria de Segurança baixou essa portaria, sem mais consultas ao comando do futebol, há quase um mês numa tentativa desesperada de amenizar a violência entre as torcidas organizadas, responsáveis nas últimas décadas por batalhas sangrentas e mortes.

Passando pelo Santos na Vila Belmiro, o Palmeiras de Cuca terá, provavelmente, o Corinthians (enfrenta o Osasco Audaz, sábado, 18h30, no Itaquerão) na decisão do Paulistão 2016. Pelo regulamento, a decisão será em dois jogos de ida e volta, com a segunda partida na casa do time como a melhor campanha geral do campeonato – no caso, o Corinthians.

Assim, se o Palmeiras avançar à final, vai decidir o título no Itaquerão sem nenhum palmeirense nas arquibancadas. Sem nenhum, não. O presidente Paulo Nobre certamente vai estar nas tribunas da arena corintiana.

 

 

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