Payet liberta a França da agonia na estreia na Eurocopa 2016

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euro_2016_logo_detailEscrever a história na abertura de um grande torneio não é para os comuns. Craques são instigados a resolver os jogos de estreia. Quando eles não aparecem, os famosos heróis improváveis surgem do nada. Payet é um deles.

De volta ao futebol há poucos meses, após uma grave lesão que o afastou um bom tempo do West Ham, Payet se revigorou a ponto de ser tornar uma das peças fundamentais de Didier Deschamps na composição da seleção francesa.

Na hierarquia, ficaria em segundo plano atrás de Pogba e Griezmann, os nomes grifados dos Les Bleus. Com a bola rolando, assumiu o protagonismo ao decretar a vitória da França por 2 a 1 contra a Romênia, no jogo de abertura da Eurocopa 2016.

O JOGO
O primeiro tempo foi duro para a França. Sufocada nos dez minutos iniciais, só voltou à respiração normal a partir dos 13, quando Griezmann carimbou a trave. Assim mesmo não teve vida fácil. Empurrada por uma multidão cantando refrões do seu emblemático hino, conseguiu equilibrar o jogo e a apertar o adversário. Brigou pelo gol, mas parou na boa marcação do inimigo.

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A Romênia começou o segundo tempo da mesma forma como no primeiro. Encantoou os franceses. Da pressão absurda nasceu um perigoso lance de Stanciu. Ele mandou uma bola rente à trave e impôs um incômodo silêncio ao Saint-Denis.

Uma resposta rápida deveria ser dada pela França, sob pena de deixar aos romenos o controle do jogo. Então apareceu Payet, o mais habilidoso do time e da partida. Inventivo, em todos os lados da linha de frente, ele entortou a zaga e e cruzou na medida para Giroud marca o primeiro gol da Eurocopa 2016.

Antes do gol, Pogba havia disparado um torpedo de primeira, também em bom cruzamento de Payet, defendido por Tatarusanu. Era o sinal de que os Les Bleus queriam mesmo sufocar os romenos. Pressão acompanhada de um entusiasmo acima do normal com a imensidão de vermelho, branco e azul.

O enredo estava pronto. Bastava seguir o script. Mas sempre tem um vilão na história. Dessa vez quem alterou o roteiro foi o lateral Évra, autor de um pênalti desnecessário em Stanciu, que ele mesmo bateu e converteu: 1 a 1.

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A França teria de remar tudo novo, agora contra a correnteza. Coman, do Bayer Munique, entrou no lugar do apagado Griezmann. Pogba cedeu seu posto a Marital. Os dois que entraram foram fazer companhia a Giroud no ataque.

Essa nova composição do time tinha menos de 20 minutos para desempatar o jogo. A Romênia, satisfeitíssima com o 1 a 1, se fechou ainda mais. A estratégia era quebrar o ritmo  dos anfitriões e tensionar os nervos da torcida até o limite.

Quando havia apenas um pingo de esperança, a quatro minutos do final, Payet, tinha de ser ele, fez um gol de patente de jogos históricos, de grife de craque, de Eurocopa, de Copa do Mundo. A poucos metros da grande área, no setor direito, ele recebe a bola de Sagna e, sem tempo para ajeitá-la, gira e bate de esquerda no ângulo. Um golaço.

O estádio se transformou em uma comoção só. Não havia espaço, apesar do colosso do Stade de France, para tanta alegria transbordar com o gol de Payet. A vitória na estreia estava garantida, como Didier Deschamps havia projetado. Muito do que a Franca vai fazer nesta Euro, alertou o treinador, passaria por este dia 10 de junho no Saint Denis.

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