Griezmann ilumina noite francesa no triunfo contra os poderosos campeões do mundo

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Futebol de resultados aparece na Eurocopa e contempla a França na vitória por 2 a 0 contra a Alemanha nas semifinais nesta quinta-feira (07/7), em Marselha. Resultado que leva os franceses à grande final contra Portugal no domingo. Tudo isso não seria possível se do lado vencedor não estivesse esse extraordinário atacante de nome Griezmann, autor dos gols desse emblemático triunfo dos franceses.

Griezmann pulverizou os campeões do mundo na partida em que um time, no caso a Alemanha, propôs o jogo e outro se manteve firme na estratégia de não correr risco diante de um poderoso adversário e morder como um tubarão nos contra-ataques.

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Um primeiro tempo de reinado absoluto da Alemanha em cima da França. Tudo dentro de um padrão de qualidade impecável. Marcação forte, sempre com duas sobras no mínimo, posse de bola, inversão de lados, chegada com até dez no campo francês. Duas boas chances de gol evitadas por Lloris. Tamanho domínio poderia dar aos alemães a vitória parcial no primeiro tempo. Mas quem saiu na frente foram os donos da casa em cobrança de pênalti de Griezmann no último ato.

Pênalti rigoroso, em se tratando de um toque de mão não muito claro de Schweinsteiger na disputa de cabeça com Evra na cobrança de escanteio. Era o segundo gol sofrido pela Alemanha nesta Eurocopa, o segundo de uma penalidade. Mais que isso, um castigo a um time que se dispôs a atacar, amassar o adversário e condensar o jogo dentro do campo francês, contra um que se preocupou em se defender com unhas e dentes e contragolpear.

O segundo tempo começou como o primeiro. Alemanha ocupou o território da França, colocou todos seus navios prontos a bombardear, mas pouco disparou a gol. Girou de um lado a outro, sem provocar estragos na armada defensiva francesa. Era preciso algo mais, uma ideia diferente contra o bloqueio inimigo.

Özil e Kross, encarregados de repensar a estratégia ofensiva, se rendiam à marcação. Os laterais Hector e Kimmich não conseguiam cruzar na área. Thomas Müller, ainda sem carimbar a rede nesta Euro, mal chegava nas bolas, encaixotado entre os zagueiros. E o atrevido Daxler sentia o peso do jogo.

Diante desse quadro sem soluções da Alemanha, franceses se mantinham seguros. Fiéis aos contra-ataques e à inspiração de Griezmann, articulador de todos os princípios ofensivos da França.

Joachim Löw resolveu reagir aos 21 minutos, quando trocou o esforçado Can por Götze, autor do gol do título alemão na Copa do Mundo de 2014 na final contra a Argentina no Maracanã. Queria mais inspiração na linha de frente.

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Não deu tempo para se avaliar a entrada de Götze. Poucos minutos depois, em contra-ataque, a defesa alemã se desorganizou e deu a chance a Pogba de tirar a paz de Neuer em bola levantada na área. O goleirão deu um tapa de gato e a maldita caiu nos pés do iluminado Griezmann apenas empurrar ao fundo do gol: França 2 a 0, aos 26 minutos. Era o sexto gol do atacante do Atlético de Madrid em seis jogos nesta Euro.

Alemanha teria de correr para recuperar o enorme prejuízo e a França gastar o tempo diante de um adversário agonizante.

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Sem muito o que fazer, alemães tentaram se virar com o jogo aéreo. Para cada bola despejada na área havia dois a três recrutas franceses a morrer pela pátria e manter intacta a cidadela de Lloris. Tudo isso empurrados pela multidão vermelha branca e azul nas arquibancadas ao som de trechos da La Marselha. E ainda com direito a uma defesa assombrosa de Lloris em cabeçada de Kimmich, o réquiem alemão na Eurocopa.

A vitória de uma seleção obstinada a fazer história em sua casa contra uma campeã do mundo refém da sua falta de clareza no ataque. Agora a conversa será entre Griezmann e Cristiano Ronaldo, acostumados a se debaterem em Madri com as camisas pesadas de Atlético e Real.

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