Corinthians não carimba vaga na Libertadores e vê sua torcida perder a paciência no Itaquerão

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Corinthians não teve competência para garantir vaga na Copa Libertadores nesta penúltima rodada do Brasileirão. Em casa, diante de pouco mais de 24 mil torcedores, mostrou mesmos problemas dos últimos jogos no empate por 0 a 0 contra o Atlético-PR. O ataque não tem força nem poder de decisão. O gol é uma miragem no deserto de ideias desse time. Por isso, faz o torcedor sofrer e vaiar como fez neste sábado no Itaquerão e projeta a próxima temporada de horrores se não passar por profunda reformulação.

O jogo era decisivo contra concorrente direto na briga pela Libertadores. Se esperava algo mais de um Corinthians, como se sabe, bem limitado. Nada funcionou. E no final da partida, sob vaias, o técnico Oswaldo de Oliveira ainda bateu-boca com torcedores no Itaquerão. Sinal de que o futuro do treinador no clube é uma incerteza.

Com o empate, o Corinthians tem de vencer o Cruzeiro, do desafeto Mano Menezes, fora de casa na última rodada e torcer por tropeços da concorrência. O Atlético confirma a vaga com uma vitória na sua arena contra o Flamengo.

O JOGO

Corinthians peleja, peleja e não chega ao gol. No primeiro tempo, carimbou uma vez a trave de Weverton, em chute de Rodriguinho e mais nada. Viveu de esticar bolas da defesa ao ataque em ligação direta. De uma pobreza ímpar. Não correu grandes riscos, é verdade, mas também não assombrou o adversário. Pelo menos manteve acesa a torcida.

No segundo tempo, o time de Oswaldo de Oliveira assumiu o controle do jogo quando percebeu a nítida opção do Atlético-PR de se fechar e buscar a sorte no contra-ataque. Teve postura e vontade. O problema era calibrar os chutes. De nada adiantava chegar organizad0 ao ataque se na hora do arremate quem deveria conferir era Cristian.

O volante teve três chances limpas de afundar Weverton, mas mandou a bola nas alturas da arquibancada. Chutes tão bisonhos que levaram Oswaldo a trocar de peças. Sacou Cristian e lançou Giovanni Augusto. Depois trocou Romero por Lucca. E mais tarde, arriscou com o grandalhão Gustavo, o Gustagol.

Se você prestar atenção vai ver que essa linha de frente, montada pelo treinador no segundo tempo, não tem poder de fogo. Uma chama de palito de fósforo, quanto muito. Assim fica difícil vencer jogos e subir um degrau importante na tabela. Inquestionável. O gol não saiu. Empate zerado e a certeza de que uma reformulação em 2017 é obrigação.

FICHA DO JOGO

Corinthians 0 x 0 Atlético-PR

Corinthians: Walter, Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel; Cristian (Giovanni Augusto), Camacho e Rodriguinho; Marquinhos Gabriel (Gustavo), Romero (Lucca) e Marlone. Técnico: Oswaldo de Oliveira

Atlético-PR: Weverton, Leo, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Otávio, Hernani (Rossetto) e Lucho González (João Pedro); Lucas Fernandes (Nikão), André Lima e Pablo. Técnico: Paulo Autuori  

Juiz: Leandro Vuaden
Cartões amarelos: Camacho, Vilson, Rodriguinho, Lucho González e Thiago Heleno
Renda: R$ 1.291.293,00
Público: 24.701 pagantes
Local: Itaquerão

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