Corinthians não teve competência para garantir vaga na Copa Libertadores nesta penúltima rodada do Brasileirão. Em casa, diante […]
Oswaldo de Oliveira
Corinthians ainda tem meios de evitar o desastre nesta temporada de 2016. A única saída é conquistar vaga na Copa Libertadores de 2017, depois da generosa colaboração da Conmebol ao aumentar número de clubes brasileiros na competição. O torneio internacional é garantia de receita extra com cotas de televisão e bônus de premiação. Mais que isso, a certeza de que terá casa cheia no Itaquerão e boas perspectivas de aumentar o faturamento do seu programa de sócio-torcedor. Para que essa equação seja resolvida, o time precisa jogar bola nas três rodadas que restam no Brasileirão. Essa é a encrenca.

São Paulo pulverizou Corinthians no Morumbi. Sem susto, com autoridade, venceu por 4 a 0 diante de de quase 54 mil torcedores. Ao esmagar o carrasco das últimas temporadas, o Tricolor também se livra da zona de rebaixamento do Brasileirão e ganha tempo para analisar a enorme quantidade de erros que cometeu nesta temporada. Quanto ao derrotado, a certeza é que Oswaldo de Oliveira, mesmo recém-chegado, já sangra. E a necessidade de uma rearrumação é urgente no Alvinegro.

Corinthians voltou à realidade ao empatar por 1 a 1 com a Chapecoense no Itaquerão, neste sábado. Aquela exibição no Maracanã, quando parou no injusto 2 a 2 diante do vice-líder Flamengo, não passou de uma miragem. Em casa, nos braços de sua gente, o time escancarou sua baixa qualidade técnica e falta de repertório, como havia mostrado antes mesmo de Oswaldo de Oliveira assumir o comando. Exibição sugere dias difíceis até o encerramento do Brasileirão 2016.

Corinthians se acalma dentro de campo com a vitória diante do lanterna América-MG. Evidente que não fez mais do que a obrigação, ao jogar em casa contra o pior time do campeonato. Mas a tranquilidade aparente vem da estreia sem sobressaltos de Oswaldo de Oliveira. Treinador rejeitado pela torcida teria de recomeçar sua história no clube sem sofrer. Funcionou. Na quarta-feira, em Minas, terá um duro teste contra o Cruzeiro valendo vaga nas quartas de final da Copa do Brasil – no jogo de ida Corinthians venceu por 2 a 1. Se avançar, Oswaldo vai ganhar alguns créditos com a Fiel e tocar sua vida. Enquanto isso, bastidores no clube fervem.

Oswaldo de Oliveira assumiu o comando do time do Corinthians nesta sexta-feira (14/10) falando grosso. Disse que quem ama não vaia, em busca do apoio da torcida. Voltou ao passado, fim dos anos 90 e começo dos 2000, quando ganhou tudo no time da Fiel. Há pouco mais de um mês, Ricardo Gomes retornava ao São Paulo por ter sido importante ao clube lá por volta de 2009, momento de júbilo no Morumbi. E o que dizer de Celso Roth no Inter e Renato Gaúcho no Grêmio? De identidade com os clubes gaúchos, dirigem os dois times com o coração da história e incertezas de um futuro breve. Futebol no Brasil não consegue tirar algemas do passado.

Oswaldo de Oliveira recebe o Corinthians de Fabio Carille ainda com chance de brigar por uma vaga na Copa Libertadores 2017. Na despedida do interino, o time venceu o Santa Cruz de virada por 4 a 2, chegou aos 45 pontos, na oitava posição da tabela e bem perto do G-6. Quem olha o placar elástico pode se iludir. Ainda sob os efeitos da sequência de seis rodadas sem vitórias, o alvinegro jogou para o gasto. Oswaldo, como já se esperava, vai ter muito trabalho.
Oswaldo de Oliveira assume o Corinthians nesta quinta-feira (13/10), um dia depois de deixar o Sport à beira da zona de rebaixamento do Brasileirão com a derrota por 3 a 0 para a Chapecoense. Em baixa na carreira, é de se perguntar o que Oswaldo vai fazer nesta sua volta ao clube?
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