Corinthians, São Paulo, Inter… quando o passado me condena

esporte-oswaldo-corinthians-20161014-001

Oswaldo de Oliveira assumiu o comando do time do Corinthians nesta sexta-feira (14/10) falando grosso. Disse que quem ama não vaia, em busca do apoio da torcida. Voltou ao passado, fim dos anos 90 e começo dos 2000, quando ganhou tudo no time da Fiel. Há pouco mais de um mês, Ricardo Gomes retornava ao São Paulo por ter sido importante ao clube lá por volta de 2009, momento de júbilo no Morumbi. E o que dizer de Celso Roth no Inter e Renato Gaúcho no Grêmio? De identidade com os clubes gaúchos, dirigem os dois times com o coração da história e incertezas de um futuro breve. Futebol no Brasil não consegue tirar algemas do passado.

De que adianta Oswaldo rememorar as conquistas que teve no Corinthians vitorioso há 16 anos? Tem cacife para mudar o curso do rio agora? Tem. Vai conseguir? Não há a menor expectativa de que sim, vai vencer.

Sofre rejeição enorme da torcida, dividiu a diretoria e, mais preocupante, não tem um grupo qualificado para dali tirar um time competitivo nesta reta final do Brasileirão.

Corinthians e sua gente vão padecer. Entre o passado de vitórias e o futuro de carestia, vive o perigo. Oswaldo de Oliveira sabe disso. Não tem do que reclamar. Corinthians caiu no seu colo. Resta embalar a criança.

Ricardo Gomes vive a mesma situação no São Paulo. Voltou ao clube por seu passado no Morumbi e não por bom desempenho no presente no Botafogo e, um pouquinho antes, no Vasco.

0208_crop_galeria

Cacifado pelos serviços prestados em 2009 até meados de 2010, retornou ao clube muito longe de ser uma unanimidade. Seu trabalho há seis anos não tem a menor possibilidade de se repetir neste fim de 2016.

O time do São Paulo é fraquíssimo e ele, Ricardo Gomes, não inventou a pólvora. É refém do passado no Morumbi e sabe que agora, diferente da última vez que assumiu o clube, o grupo de jogadores é bem modesto.

De nada adianta também se escorar em Marco Aurélio Cunha, imposto pelo presidente Leco para salvar este fim de temporada do clube. O novo velho dirigente fez história no São Paulo há quase dez anos. Virou político, se elegeu vereador, desistiu da política, serviu à CBF e volta ao Tricolor investido de um poder que não tem: fazer milagres.

Se o São Paulo perder do Fluminense neste domingo, no Rio, Ricardo Gomes já pode procurar outra freguesia. Agonia latente do rebaixamento à Série B, fato inédito na história do clube, faz sangrar o concreto do Morumbi.

E vamos ao Sul, onde Grêmio e Inter também fizeram o inverso da catapulta. Recorreram no presente a nomes do passado. Celso Roth no Colorado e Renato Gaúcho no Tricolor são tão efêmeros como fumaça de um cigarro. Esvaem ao vento e comprometem o pulmão no futuro em breve.

Futebol brasileiro muitas vezes se perde por usar carteiras de identidade vencidas pelo tempo, inúteis  na hora de renovar a não ser o número do RG.

Anúncios