São Paulo pulveriza Corinthians, caça fantasmas do rebaixamento e afunda rival na crise

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São Paulo pulverizou Corinthians no Morumbi. Sem susto, com autoridade, venceu por 4 a 0 diante de de quase 54 mil torcedores. Ao esmagar o carrasco das últimas temporadas, o Tricolor também se livra da zona de rebaixamento do Brasileirão e ganha tempo para analisar a enorme quantidade de erros que cometeu nesta temporada. Quanto ao derrotado, a certeza é que Oswaldo de Oliveira, mesmo recém-chegado, já sangra. E a necessidade de uma rearrumação é urgente no Alvinegro.

São Paulo jogou primeiro tempo para vencer. Corinthians, não. Enquanto o dono da casa se expandia em busca do gol, com um jogo agressivo e de velocidade, o visitante era confuso na hora de sair de seu campo.

Todas ações ofensivas do Tricolor começavam com Cueva. Zagueiros e volantes roubavam a bola e procuravam o peruano, que imediatamente impulsionava Kelvin ou Chávez, tendo David Neres como terceira opção, com passes longos e rápidos. Atacantes recebiam e criavam enorme dificuldade aos marcadores do Corinthians.

Inteligente, Cueva muitas vezes caía no setor direito e abria campo para Thiago Mendes descer e acionar o ataque. Esse vai-e-vem entre os dois, confundiu a marcação do adversário.

Do lado do time de Oswaldo de Oliveira, havia muita dificuldade para progredir. Rodriguinho, encarregado de movimentar a engrenagem, carregava muito a bola e facilitava o desarme do inimigo. Por isso, Guilherme se viu obrigado a sair da área para articular o ataque. Um embaraço. E um céu limpo na área do São Paulo. Maicon e Rodrigo Caio tiveram vida fácil

Quando Kelvin sofreu pênalti de Fagner, aos 13 minutos, e Cueva converteu de forma categórica, o jogo estava de posse do São Paulo. Cabia ao Corinthians encontrar uma solução.

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Na volta do intervalo, Oswaldo puxou Guilherme de uma vez por todas para armação, centralizou Romero, abriu Giovanni Augusto na direita e fixou Marquinhos Gabriel na esquerda. Agora o seu time tinha uma lógica e uma proposta.

Se as peças estavam no lugar certo, faltava qualidade técnica. Pedir algo mais que o simples a Romero, Giovanni, Marquinhos Gabriel é como implorar por água no deserto.

Ricardo Gomes, satisfeito com o jeito de o seu time jogar, não mudou uma vírgula. Sabia que o Corinthians vinha para cima, que a marcação sobre Cueva era frágil e os garotos David Neres e Luiz Araújo (substituiu Kelvin) estavam ariscos. Era só ajustar a sintonia e aplaudir as enfiadas de bola de Cueva.

Então o peruano deixou Chávez na cara do gol. O argentino falhou. Então Cueva serviu David Nerez e o garoto conferiu: 2 a 0, aos 16. Então, mais uma vez o meia baixinho acionou Chávez, que resolveu caprichar e acabar com jejum de dez partidas sem fazer um gol: 3 a 0, aos 21.

Corinthians estava falido e pronto a ser goleado. Oswaldo de Oliveira não percebeu que Williams não tinha cabedal nem vontade para marcar Cueva. Fagner, irreconhecível, e Vilson, sem noção de tempo e espaço, lustravam o salão para a festa do Tricolor.

Aos 26 minutos, Oswaldo reagiu com a troca do atacante Guilherme pelo volante Camacho na tentativa de fechar a casinha. Já era tarde. Naquela altura do jogo, torcida no Morumbi cantava “olé, olé” com gosto e sede. E entrou em êxtase com o quarto gol, de Luiz Araújo com mais um passe de Cueva, aos 47.

Corinthians estava esfarelado. E o São Paulo bem longe da zona de rebaixamento. Um epílogo que não esclarece dúvidas de agora nos dois times nem acende a luz em busca de um bom caminho para 2017.

FICHA DO JOGO

São Paulo 4 x 0 Corinthians

Gols: Cueva, aos 14 minutos do primeiro tempo; David Neres, aos 16; Chávez, aos 21; Luiz Araújo, aos 47 minutos do segundo tempo

São Paulo: Denis, Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; João Schimidt, Thiago Mendes e Cueva; David Neres (Wesley), Chávez (Pedro) e Kelvin ( Luiz Araújo). Técnico: Ricardo Gomes

Corinthians: Cassio, Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel (Guilherme Arana); Williams, Rodriguinho e Giovanni Augusto; Romero, Guilherme  (Camacho) e Marquinhos Gabriel (Rildo). Técnico: Oswaldo de Oliveira

Juiz: Claudio Francisco Lima e Silva
Cartões amarelos: Vilson, João Schimidt, Romero, Rodriguinho, Wesley
Renda: R$ 723.844,00
Público: 53.781 (total)
Local: Morumbi

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