Corinthians paga por sua incompetência e fica fora da Libertadores; Inter é rebaixado e árbitro preenche a súmula mais triste do futebol na Arena Condá

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Brasileirão 2016 chega ao fim com o Corinthians fora da Copa Libertadores e o Internacional rebaixado pela primeira vez à Série B. Homenagens à Chapecoense, algumas de muita emoção, tomaram conta da última rodada neste domingo (11/12).

Fora da Libertadores, Corinthians vai perder orçamento na temporada de 2017 e, como efeito, não deve formar um time forte. E pode ver uma queda na média de público no Itaquerão, até então com 30,3 mil pagantes por jogo. Dirigentes estimam que o clube deixará de arrecadar cerca de R$ 27 milhões em a Libertadores.

De acordo com dirigentes, o técnico Oswaldo Oliveira vai permanecer no comando do time. Dos reforços pretendidos, apenas o atacante Jó está confirmado.

Desde a saída de Tite, em julho, o Corinthians se arrastou no campeonato. Apostou no interino Fabio Carille, depois em Cristóvão Borges e, por último, em Oswaldo de Oliveira. Nenhum dos três conseguiu fazer o time jogar.

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Na derrota (3 a 2) para o Cruzeiro, na última rodada, escancarou apatia dos jogadores e a desorganização do time, que saiu na frente duas vezes e tomou a virada. Estacionou no sétimo lugar, com direito a disputar a Copa Sul–Americana.

Nos últimos anos, Corinthians esteve na Libertadores em 2010, 2011, 2012 (campeão), 2013, 2015 e 2016.

REBAIXADO

Outro que decepcionou foi o Internacional, rebaixado ao empatar (1 a 1) contra o Fluminense. Clube gaúcho teve quatro técnicos – Argel, Falcão, Celso Roth e Lisca Doido – e contratações equivocadas.

Nas duas últimas semanas, dirigentes do Inter apelaram feio em busca de situações jurídicas, o chamado tapetão, na tentativa de virar a mesa nos tribunais e CBF. Cartolas chegaram misturar a tragédia da Chapecoense ao drama do clube na luta contra o rebaixamento. Uma patifaria sem tamanho.

“A gente foi medíocre a partir do momento em que não se conseguiu ser competente. O torcedor não merecia isso, a instituição também não. A gente foi muito incompetente no campeonato. Desculpa é o mínimo que temos de pedir aos torcedores”, disse o meia Alex.

PAULISTAS

Entre os paulistas, além da derrocada do Corinthians, o São Paulo fez um campeonato bem medíocre. Fechou no décimo lugar, com apenas 14 vitórias em 38 rodadas. Nesta última goleou (5 a 0) o rebaixado Santa Cruz. E vai jogar todas suas fichas em Rogério Ceni, um mito no clube a ser transformado em salvador na temporada 2017.

Santos fecha o Brasileirão na condição de vice-campeão ao vencer o América-MG, rebaixado e desfigurado, por 1 a 0 na Vila Belmiro. A quem aclame Dorival Júnior como um herói ao levar o time ao segundo lugar, diante de clubes com orçamento bem mais robusto. O problema é que Dorival, há dois anos no comando, não consegue dar ao Santos um título de expressão nacional.

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E o Palmeiras campeão coloca um ponto final no Brasileirão com números expressivos ao vencer por 2 a 1 o Vitória fora de casa. Detalhe, jogou apenas com três titulares. Veja a campanha: 80 pontos, o maior vencedor com 24 vitórias. É o time que menos perdeu, com apenas seis derrotas. Dono do melhor ataque, 62 gols e melhor defesa ao lado do Atlético-PR, com 32 gols sofridos. Melhor saldo de gols, 32.

FORÇA CHAPE 

A última rodada ainda teve muita emoção e dor com as homenagens à Chapecoense. Entre torcedores e jogadores de todos os times em oito jogos, lágrimas derramadas.

Situação mais constrangedora passou o árbitro Rodrigo D’Alonso Ferreira. Escalado pela CBF, ele teve de cumprir o protocolo na Arena Condá, onde jogariam Chapecoense e Atlético-MG. O juiz e seus auxiliares foram ao estádio vazio, se trocaram nos vestiários vazios, subiram ao campo sem jogadores nem quero-queros e esperaram por 30 minutos pelos dois times, que, como estava previsto, não jogariam.

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“Informamos que ambas as equipes não compareceram ao campo de jogo. Após o horário determinado para o início da partida, aguardamos o tempo regulamentar, aos 30 minutos, conforme RGC (regulamento geral das competições 2016)”, preencheu D’Alonso a súmula mais triste que escreveu na sua vida.

Com WO duplo, Chapecoense e Atlético-MG tiveram acrescentados na tabela mais uma derrota cada um. Números inúteis. O futebol não precisa disso.

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