Neymar x Mbappé, e onde fica Messi nessa história?

foto: site Ligue 1

Mbappé não aceita o papel de coadjuvante no PSG, apenas como suporte a Neymar e Messi. No ato da renovação de seu contrato (até 2025), em junho de 2022, ouviu o dono do clube prometer que o “time seria dele”, Mbappé. Neymar e Messi atuariam como seus serviçais de luxo, pelo menos era essa a sentença. Assim, seria fácil se eleger o melhor jogador do mundo da Fifa ao final da temporada e chegar como principal protagonista da França na Copa do Mundo Catar 2022.

Bom lembrar que da trinca de ases Messi-Mbappé-Neymar, apenas ele tem no currículo o título de campeão do mundo conquistado na Copa de 2018 na Rússia.

Mbappé quer o bi-mundial. E a base de tudo começa no seu desempenho no PSG. Neymar e Messi serão fortes concorrentes a bordo de Brasil e Argentina no caminho da França lá no Catar.

Jogar no clube na função de papel secundário traria enorme prejuízo técnico e, por tabela, fortaleceria Neymar e Messi. Brasileiro e argentino ainda não sentiram o gostinho de levantar a taça mais cobiçada do mundo e devem jogar a última Copa de suas carreiras.

Neymar e Messi querem ficar na ponta dos cascos no PSG, embalo natural rumo ao Catar com suas seleções.

Mbappé convive com essa ambição da dupla todos os dias, em todos os jogos do time francês. Daí sua insistência em ser a estrela maior da constelação.

O projeto de ser o Rei Sol do PSG não caiu bem entre a maioria dos jogadores do clube de Paris. Não por acaso, o atacante começou a se sentir isolado do grupo de cascas grossas como o espanhol Sergio Ramos, o brasileiro Marquinhos e o italiano Verratti, entre outros menos cotados.

Neymar virou quase um porta-voz do descontentamento generalizado dos jogadores diante do comportamento de Mbappé. E após a goleada contra o fraco Montpellier no sábado, o vestiário do PSG se incendiou com uma forte discussão entre atletas e Mbappé.

“A história de amizade entre Mbappé e Neymar nunca decolou. No entanto, por vezes existiu, respondendo às necessidades de uma lógica desportiva e comunicacional. Desmoronou-se ao longo dos meses, sem que houvesse um culpado. Simplesmente um afastamento devido a vários desentendimentos, dentro e fora de campo”, publicou o jornal LeParisien.

E azedou de vez no sábado na partida contra Montpellier. PSG teve um pênalti a seu favor no primeiro tempo. Mbappé pegou a bola, bateu e errou. Neymar seria o encarregado de cobrar a penalidade como tem feito desde 2017 quando aportou em Paris. Aos 45 minutos, outro pênalti. Dessa vez, Neymar assumiu o controle, cobrou a seu estilo e converteu.

fonte/arte: TNT Sports

Após o jogo, Neymar ironizou Mbappé com posts no Twitter. Combustível que só fez aumentar a encrenca.

Dois dias depois da troca de flechas, bate-boca entre jogadores e rusgas entre Neymar e Mbappé, clube francês anuncia que a crise está encerrada. Banca ainda ânimos serenos e ambiente de fraternidade entre as estrelas. A conferir.

Nessa história de egos e vaidade sem limites entre Neymar e Mbappé, Messi parece alheio ao terremoto. Sabe de seu peso no time. Tem consciência do que tem a fazer para chegar pleno na Copa do Catar.

A Messi não interessa, nem vale a pena, ser o mediador desse conflito. Seu silêncio, por enquanto, diz tudo.

Copia e cola:

Na soma geral de salários com os 222 milhões de euros da cláusula de rescisão com o Barcelona em 2017, PSG teria investido um total de 489.228.117 euros (pouco mais de R$ 3 bilhões na cotação atual) em Neymar. Seu contrato vai até 2025.

Segundo publica imprensa francesa, Neymar recebe 3,14 milhões de euros por mês. Messi fatura 2,59 milhões de euros e Mbappé leva 1,7 milhão de euros.

Mbappé pode receber até 600 milhões de euros (R$ 3 bilhões) de salários, luvas e premiações no caso de cumprir os três anos (até 2025) de contrato.