Luiz Antônio Prósperi – 6 julho (23h21)

Seleção Brasileira feminina vai decidir com os Estados Unidos a medalha de Ouro na Olimpíada Paris 2024. Classificação épica à final olímpica ao vencer atual campeã do mundo Espanha por 4 a 2, nessa terça-feira (06/8). Mérito de mulheres talentosas, competência da comissão técnica e também da CBF. Não é obra do acaso. Não há espaço, em cima dessa exemplar vitória das meninas brasileiras, para se recorrer ao coitadismo e insistir simplesmente no lema ‘mulheres guerreiras’.

Elas venceram por seu talento, luta, entrega e dedicação, escoradas por uma boa estrutura de retaguarda que não se montou apenas às vésperas da Olimpíada Paris 2024.

Há pelo menos seis anos, a CBF investe forte na Seleção Brasileira feminina. Em 2019, contratou a técnica sueca Pia Sudhage, que desembarcou no Brasil depois de chegar a três finais olímpicas consecutivas – duas medalhas de ouro dirigindo os Estados Unidos (Pequim-2008 e Londres-2012) e uma de prata com a Suécia (Rio-2016). Currículo de sobra.

Pia seria a Ancelotti da seleção feminina. A sueca se propôs a uma revolução. Não conseguiu e foi demitida pela CBF há 11 meses, após fracassar na Copa do Mundo 2023 na Austrália-Nova Zelândia – Brasil eliminado na fase de grupos – e cair nas quartas de final da Olimpíada Japão 2021.

A queda de Pia fez a CBF reformular por completo o departamento de seleções do futebol feminino. Da principal às categorias de base. E entregar a Seleção, em setembro de 2023, a Arthur Elias, multicampeão no Corinthians.

CBF fez a troca de comando da Seleção Feminina da mesma forma como muda a Seleção Masculina.

Trocas a custos milionários, sem rigor dos critérios técnicos. E vai em frente, torcendo para dar certo.

No caso da Seleção Feminina, CBF acertou. Brasil está na final olímpica Paris 2024 depois de 16 anos longe da decisão da medalha dourada.

Tem muita coisa a ser contada nessa história. Antes de tudo, vai aqui resumo simples do quanto e desde quando se investe de verdade no futebol feminino no Brasil:

No contexto doméstico, a CBF banca Brasileirão Feminino de clubes (Séries A e B) há pelo menos cinco anos. Sustenta campeonatos nas categorias de base. Gasta bom dinheiro nas seleções de base. E trata a Seleção Principal Feminina, como essa que está na Olimpíada 2024, quase nas mesmas condições que adota na Seleção Principal Masculina.

E mais: Lei aprovada em 2015 pela presidenta Dilma Rousseff (PT) obrigou o governo federal a negociar dívidas ficais estimadas entre R$ 3,5 a R$ 3,8 bilhões com os tradicionais clubes do país. A lei em vigor exige aos clubes, entre contrapartidas, a manutenção de times de futebol feminino.

Técnico Arthur Elias, ex-treinador do Corinthians e hoje aclamado como responsável pelo renascimento da Seleção Brasileira com a classificação épica à final da Olimpíada Paris 2024, é fruto da lei que obriga clubes a bancar times de futebol feminino.

Sem a lei, o Corinthians dificilmente teria um time feminino tão vencedor e muito menos um técnico competente como Arthur Elias.

Por tudo isso, é de se exaltar a vitória do Brasil por 4 a 2 contra Espanha e a classificação à final olímpica na Paris 2024.

Tudo certo. E chega de coitadismo.

 

Galeria – Brasil 4 x 2 Espanha

 


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