Luiz Antônio Prósperi – 22 agosto (12h03)
Palmeiras está vivo na temporada 2024. Fora das Copas do Brasil e Libertadores, tem o Brasileirão ainda como a última cartada. E avisa aos rivais: vem forte em busca do tricampeonato. Restam 15 jogos. Time do Abel Ferreira é o terceiro colocado, a cinco pontos do líder Botafogo.
Recado dado, cabe agora uma reflexão mais simples diante de críticas apontando falta de repertório, excesso de cruzamentos na área inimiga, sétima eliminação em casa na Era Abel, dependência crônica de um menino craque – antes Endrick, hoje Estevão – e por aí vai.
Qual o problema de ser eliminado em casa pela sétima vez? Entre essas sete quedas no Allianz Parque, Palmeiras conquista dez títulos – Libertadores, Copa do Brasil, Brasileirão, Supercopa e Paulista.
As eliminações em casa aconteceram no limite – vitória sem saldo suficiente de gols, decisão nos pênaltis, e duas derrotas por margem mínima. Desempenho bom, até um pouco acima da média, apesar de resultados insatisfatórios.
E só cai na decisão em casa quem conquista o direito de ser mandante nas fases anteriores ao mata-mata.
A questão dos cruzamentos – 29 contabilizados na queda diante do Botafogo. Qual o problema?
Time tem um grande cabeceador, um atacante rápido a infiltrar de surpresa entre os zagueiros para aproveitar a bola aérea, eficientes cruzadores. Por que não aproveitar essas qualidades?
Quantos jogos Palmeiras não venceu na bola parada ou em cruzamentos certeiros? Time pode e deve abusar desse fundamento porque tem competência na execução.
A falta de repertório e jogar tudo para os meninos craques resolverem são críticas simplórias com apelo de clubismo adversário.
Qual time não apostaria tudo em Endrick? Qual time não daria a bola para o garoto resolver?
Qual time não procuraria Estevão no ataque? Qual time deixaria de explorar à exaustão um talento como Estevão?
Os diferentes sempre são procurados pelo resto da companhia para decidir o jogo.
São Paulo, por exemplo, não procura no desespero por Calleri? Flamengo não se mata para servir Pedro? Botafogo não aposta quase tudo em Luiz Enrique, antes em Junior Santos?
Palmeiras não é diferente da maioria dos rivais. Nem está acima dos concorrentes. Passa por um momento de transição em todos os sentidos – adaptação dos novos reforços, lesões, propostas absurdas de clubes estrangeiros aos principais jogadores de Abel, queda técnica de expoentes do time, entre outros fatores.
Mesmo assim, por pouco não faz dos minutos finais contra o Botafogo um inferno ao mundo de John Textor. Por um leve toque na mão de Gustavo Gomes, um triz nas traves de John na cobrança de falta de Gabriel Menino, o último ato do jogo. E essa história acabou.
Palmeiras está vivo. Momento é de a concorrência se refestelar com a sétima queda em casa na Era Abel Ferreira e comemorar a saída de um forte candidato aos títulos da Libertadores e Copa do Brasil. É o que se tem de pronto. E La Nave Va.






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