Galvão Bueno costumava exaltar nas transmissões da Globo: “Seleção Brasileira, está com problema? Chama o Chile”. Narrador criou esse bordão em cima de um adversário fácil de ser vencido quando as coisas não andavam bem na Seleção. Às vésperas de um Chile x Brasil lá vinha Galvão com a mesma frase. Por incrível coincidência, a história se repete agora. Seleção Brasileira vive uma de suas mais graves crises e terá pela frente o Chile, também cambaleante, nessa quinta-feira (10/10), nona rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo 2026. Jogo fundamental para o futuro do técnico Dorival Junior e destinos da CBF.

Brasil chega tenso ao jogo dessa noite em Santiago. Dorival ainda não encontrou um time ideal. Suas ideias não são claras quando perguntado a respeito de como a equipe vai jogar. Suas dúvidas sobrepõem às certezas. Não há um pingo de firmeza a respeito do que ele espera da Seleção.

CBF também não ajuda. Presidente Ednaldo Rodrigues, com mandato pendurado no STF, adota política centralizadora tirando autonomia de quem está à frente da Seleção.

No campo, Dorival perde Vini Jr, cortado da Seleção a pedido do Real Madrid. Clube espanhol argumenta que o atacante sofreu uma lesão cervical. Estranho, muito estranho.

Dorival insiste em Paquetá, cada vez mais atolado na denúncia de suposto favorecimento a amigos em apostas esportivas. Incrível. A cada partida, Dorival arruma um lugar para Paquetá permanecer no time. Num jogo é um segundo atacante, em outro, é meia de criação, e, hoje contra o Chile, é segundo volante.

Enquanto Seleção gravitar ao redor de Paquetá continuaremos a ir a lugar nenhum.

CHAMA O CHILE, GALVÃO?

Voltando ao bordão do Galvão, a história não é bem assim.

Em 1989, nas Eliminatórias da Copa do Mundo 1990, enfrentamos uma batalha no mesmo Estádio Nacional de Santiago, palco das maiores atrocidades do ditador militar chileno Augusto Pinochet após golpe de 1973. Romário foi expulso aos 3 minutos de jogo. Brasil saiu na frente com um gol contra e os chilenos empataram com ajuda da arbitragem alegando sobrepasso do goleiro Taffarel, lance que deu origem ao gol do Chile.

Naquelas eliminatórias, a disputa era por grupos de três seleções cada. Os jogos aconteciam entre os três, com ida e volta. E a seleção com mais pontos conquistados se classificava à Copa.

O grupo tinha Brasil, Chile e Venezuela (time fraco e futebol amador na época). Confrontos entre Brasil e Chile definiriam o classificado ao Mundial.

Empate no Chile em jogo de alta tensão fez do confronto seguinte no Maracanã decisivo para saber quem iria à Copa Itália 90.

Mais tensão no ar. Brasil vencia por 1 a 0, gol de Careca, no jogo que o goleiro Rojas simula ser atingido no supercilio com um foguetinho atirado das arquibancadas por uma torcedora, aos 23 minutos do segundo tempo. Jogo não prosseguiu. Brasil correu risco de ficar fora da Copa por decisão da Fifa até que a farsa de Rojas fosse desmontada.

Luxemburgo x Tino Marcos

Nas Eliminatórias da Copa de 2002, Seleção não estava bem. Vanderlei Luxemburgo pressionado. E tem o Chile pela frente no Estádio Nacional de Santiago em 2000. “Chama o Chile, Galvão?” Brasil toma de 3 a 0. Luxemburgo e o repórter Tino Marcos, da Globo, se desentendem após o jogo. Dias depois, Tino leva ao Jornal Nacional uma matéria de uma ex-assessora de Luxemburgo denunciando suposto esquema de corrupção de Luxemburgo na compra e venda de jogadores. Fato nunca provado pela denunciante. Luxemburgo é demitido da Seleção em 2001. Tudo ganhou força após Chile 3 x 0 Brasil.

Drama de 2014

Nas Copas do Mundo, Brasil sempre levou vantagem contra o Chile. Venceu por 4 a 2 nas semifinais da Copa de 1962 no Estádio Nacional de Santiago no Chile. Enfiou 4 a 1 no Mundial da França em 1998. E 3 a 0 na Copa de 2010 na África do Sul.

Último drama: Brasil 1 x 1 Chile no Mineirão nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014. No último minuto da prorrogação, Pinilla acerta uma bomba no travessão de Julio Cesar e o jogo acaba empatado e Brasil se classifica na decisão por pênaltis. Se a bola entra, Brasil estaria eliminado. Sorte da Seleção, na época comandada por Felipão, que a bola não entrou. Ou azar, se alguém naquele momento estivesse convicto de que o Brasil levaria 7 a 1 da Alemanha nas semifinais.

Chama o Chile, Galvão?


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