Luiz Antônio Prósperi – 15 outubro (11h30)
Já disse mais de uma vez e não custa repetir: Seleção Brasileira entra em campo, então vamos ao divã. Nos últimos dois anos, todos os jogos do escrete tem sido assim. Por um momento, coisa de 90 minutos e pouco mais, somos obrigados a refletir a respeito do futebol brasileiro. Se a Seleção joga mal, fato corriqueiro desde o fracasso na Copa do Mundo Qatar 2022, as vísceras do nosso futebol são expostas. Se o time vai bem, fato raríssimo hoje em dia, reaparecem os temas de sempre como “é preciso ter paciência”, “vivemos processo de renovação”, ‘início de um trabalho”, por aí vai a série de patacoadas. Essa noite de terça-feira não será diferente. Brasil enfrenta o Peru em Brasília valendo pontos na classificação das Eliminatórias da Copa 2026.
Brasil x Peru – 21h45 – transmissão ao vivo Globo e SporTV
De imediato, a conclusão óbvia. Precisamos derrotar a seleção peruana para devolver a Seleção Brasileira ao rio de águas calmas. A vitória contra o Chile, no finzinho do jogo na quinta-feira passada, foi como um descarrego. Ufa! Vencemos o Chile, a pior seleção do continente. Teremos um pouco de paz, confidencia Dorival Junior aos seus agasalhos da CBF.
A verdade é que a Seleção criou um ambiente de tensão desde o fim da Copa do Mundo de 2022 por obra da CBF e a incapacidade do técnico de plantão, no caso Dorival Junior, de organizar minimamente um time de futebol. Seja por algumas escolhas equivocadas nas convocações, seja na hora de armar a equipe e, pior, no momento de conserto da casa. Seja também pela enorme pressão às suas costas estimuladas por uma CBF em crise de comando.
Dorival não pensa dessa forma. Na sua análise, os críticos, a imprensa, mídia em geral é que têm um olhar turvo a respeito da Seleção. E não é de hoje, é de sempre.
“Me lembro outro dia, lendo uma matéria (publicada no fim dos anos de 1980), em que para alguns membros da imprensa, sobre o baixo nível da seleção e de repente ele falou que não estava falando da seleção atual. A imagem foi aberta e tínhamos Zico, Sócrates, Falcão, Cerezo e Zé Sérgio… Eram contestações a respeito da caída de nível da nossa seleção, que não tínhamos mais craques. Essa era a abordagem inicial. Passam anos e continuamos nas mesmas teclas”, explica Dorival.
“O que eu quero é o crescimento do futebol brasileiro e vamos alcançar. Mas pisamos no produto que vendemos. Essa é a realidade. E não é só com o futebol, fazemos com todos os produtos que o brasileiro possui.

Tudo o que se destaca, pisamos. Estamos vendo o que está acontecendo no nosso país, é só a gente refletir um pouquinho. No futebol não é diferente”.
Torcedor, você pode se acomodar no seu divã a partir das 21h45 dessa noite de terça-feira dia 15/10. Sofá da sala em frente à TV também serve. Dorival faz o convite:
“Não é um desabafo, é apenas uma colocação daquilo que eu penso. Estamos em uma transição, estamos buscando novamente os craques que se fortaleçam e que possam estruturar a nossa seleção. É esse o trabalho no momento”.
Ah, só para lembrar. Lucas Paquetá, suspenso, não joga. Gerson, do Flamengo, entra no lugar do jogador acusado por suposto favorecimento a amigos e familiares em apostas esportivas.





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