Luiz Antônio Prósperi – 7 fevereiro (11h22) –

Palmeiras 1 a 1 Corinthians, resultado ruim para o Palmeiras e ótimo ao Corinthians, na sétima rodada do Paulistão 2025. Seria raso acomodar análise do Derby apenas ao placar final. Os efeitos do clássico animam a comissão técnica de Abel Ferreira e despertam preocupação no lado de Ramon Diaz.

“Temos de melhorar muitíssimo”, avisa Ramon, diante de seu time sem ação no primeiro tempo e a dificuldade ainda maior quando perde Yuri Alberto, expulso por levar dois cartões amarelos ridículos.

“Como disse, o Paulista para mim vai ser para fazer o que acho ser melhor para a equipe, afinar a máquina”, diz Abel.

É aí que entra o Barcelona nessa história. Hansi Flick, técnico alemão do Barça, arma seu time com um “falso 9” quando resolve dar um descanso ao atacante Lewandowski, um camisa 9 raiz. E vem empilhando uma goleada atrás da outra com esse sistema tático.

Estratégia de Abel tem algo do esquema adotado por Flick. Cansado de esperar a contratação de um camisa 9, técnico do Palmeiras arma o ataque com Estevão na direita, Facundo Torres na esquerda, Maurício e Veiga mais centralizados e ainda com a chegada de Richard Rios em apoio aos meias. E a colaboração expressiva dos laterais nas ações ofensivas.

No espelho do Barça, Palmeiras teria Estevão (Yamal), Maurício (Ferran Torres), Veiga (Olmo), Facundo Torres (Raphinha) e Rios (De Jong).

Com essa configuração, time de Abel ganha potência no ataque. Alto poder destrutivo das defesas inimigas.

Contra o Guarani, funcionou na vitória por 4 a 1. Contra o Corinthians, poderia dar certo ainda no primeiro tempo quando Palmeiras encantoou o inimigo. Faltaram os gols. E no segundo tempo, foi ataque contra a defesa.

Abel está no caminho certo. É questão de afinar a pontaria. Evidente, contratar reforços de bom calibre.


Acompanhe análise de Gabriel Sans, jornalista do Mundo Deportivo, diário esportivo de Barcelona, a respeito do esquema do “falso 9” adotado pelo técnico alemão no Barça:

Hansi Flick está introduzindo nuances ao sistema e ao jogo clássico do Barça. Sua primeira contribuição foi a aplicação do impedimento milimétrico que lhe rendeu resultados notáveis, como os 21 gols anulados. E agora é hora de usar o ‘falso 9’ para cobrir as falhas de Lewandowski . O resultado é uma surra atrás da outra, com Ferran Torres como principal ponta de lança.

Contra o Valencia, em partida única nas quartas de final da Copa do Rei, Flick voltou a deixar Lewandowski no banco. Nas rotações, o treinador evitou a substituição natural de utilizar Pau Víctor (que não jogou um único minuto) e voltou a utilizar a fórmula de um sistema sem centroavante. Jogando assim, o Barça voltou a ser um turbilhão.

Até agora, Flick usou essa fórmula em quatro ocasiões, com um histórico de quatro vitórias por ampla margem e 22 gols marcados. A primeira vez foi contra o Mallorca, também com Ferran Torres na frente. A partida terminou com um claro placar de 5 a 1 no início de dezembro. Contra o Betis , pela Copa, o treinador voltou a usar essa fórmula, mas com Olmo como centroavante. O Barça mais uma vez conseguiu uma vitória devastadora por cinco gols, 5 a 1.

E depois vieram os dois jogos contra o Valencia , a goleada por 7 a 1 na LaLiga e a recente na Copa com um claro 5 a 0, com um gol de Ferran Torres e um hat-trick em Mestalla do atacante valenciano.

Flick faz com que o Barça jogue com mais espaço e não com um jogador estático como o atacante polonês. Isso significa que todos os jogadores atacantes podem cobrir essa posição, desconcertando a defesa adversária. Não só Ferran entra, mas também RaphinhaLamine Yamal, Gavi, Olmo e De Jong. Uma excelente alternativa para compensar a ausência de um jogador como Lewandowski, que marcou 30 gols em 35 jogos disputados.


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