Luiz Antônio Prósperi – 24 junho (18h23) –

Palmeiras chega às oitavas de final do Mundial de Clubes atolado em problemas. Aquela história do céu ao inferno. De candidato a melhor brasileiro no torneio, a pior dos quatro representantes do país. De repente, a casa cai por uma jornada absurda diante do time de Messi & Suárez e Cia. Abel Ferreira, Estevão, Vitor Roque, Raphael Veiga. Empilham-se os nomes de culpados e vilões. Detalhe: Palmeiras resolve com o Botafogo quem vai passar às quartas de final do Mundial, sábado (28/6), na Filadelfia.

Encrencas de sobra para se resolver em quatro dias.

Veja o caso Estevão. Solução de todos problemas até pouco tempo atrás, o garoto de 18 anos recém-completados disse que está difícil manter o foco no Palmeiras. A cabeça está no Chelsea, sua nova casa após o Mundial de Clubes.

Como assim, cabeça no Chelsea em pleno Mundial com a camisa verde? Se o sintoma é esse porque cargas d’água Abel não chama Estevão e resolve a parada? Se não está pensando no Palmeiras que desça do céu e volte a pisar no chão ou vá ao banco de reservas para uma reflexão.

E cede seu lugar a outro garoto, Allan, autor do passe para o gol de Paulinho contra o Inter Miami. Allan pede passagem. Abel reluta em entregar o bilhete.

Muito difícil, é um sonho que vou realizar, sabendo que tenho que focar aqui e trabalhar. Não é fácil, tem que manter a cabeça aqui. Quanto mais perto, a ansiedade vai batendo, o friozinho na barriga. Estou tentando focar o máximo aqui para sair bem, com a cabeça erguida e pela porta da frente e sabendo que dei meu máximo” – Estevão

Vitor Roque é outra questão a atormentar a comissão técnica. Contratado por uma fábula para produzir gols, se nega a balançar as redes – seja iniciando o jogo ou entrando no segundo tempo. Abel ainda não encontra o melhor caminho a Vitor Roque seguir.

Quando recorre a Flaco Lopez, o argentino nega fogo. Leão quando entra durante jogo, um gatinho de estimação quando inicia partida como titular.

E Raphael Veiga? Desde que baixou à condição de reserva antes do Mundial, quando chamado a dar ordens no meio-campo não acontece. É um caso ainda sem explicação.

Questões individuais e soluções táticas a esquentar a cabeça fria (?) de Abel.

Mas tem mais encrencas. A saúde de jogadores importantes.

Murilo sai com músculos esgarçados na coxa no jogo contra o Inter Miami. E pode ficar fora até o fim do Mundial.

Aníbal Moreno, alicerce do sistema defensivo, também enfrenta edema muscular.

Paulinho é o caso mais difícil. Ainda sob efeito da cirurgia na canela realizada no fim do ano passado, o atacante tem o limite de atuar 30 minutos por jogo. Não se descarta nova cirurgia após o Mundial.

Cabeça de Abel anda mais quente do que nunca. No calorão dos EUA, ferve.

É preciso reagir rápido. E olha que o caminho do Palmeiras daqui para frente parece mais suave. Tem o Botafogo nas oitavas de final. Se passar, enfrenta o vencedor de Benfica e Chelsea (provável) nas quartas de final.

A hora é acabar com as encrencas.

Até porque tem apoio inconteste da torcida, um colosso verde e branco a assombrar estádios e ruas cenários de cinema nos Estados Unidos.


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