Seleção Brasileira descobre time reserva melhor que o titular

Titulares celebram gol no amistoso Brasil 6 a 2 Panamá – foto: CBF oficial

Luiz Antônio Prósperi – 31 maio 2026 (20h55) –

Brasil vence Panamá por 6 a 2 no amistoso de despedida rumo à Copa do Mundo 2026. Mais de 72 mil torcedores aplaudiram a Seleção Brasileira no amistoso festivo no Maracanã neste domingo (31/5). Gritaram também por Neymar. E perceberam, sem muito rigor, a superioridade da Seleção reserva sobre a titular de Carlo Ancelotti. Um aviso de que o técnico italiano tem tempo ainda para rever alguns de seus conceitos antes da estreia contra Marrocos, dia 13 de junho, em New Jersey.

Alisson, Wesley, Bremer, Leo Pereira e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Luis Henrique, Mateus Cunha, Raphinha e Vini Jr iniciaram o amistoso. Trata-se da Seleção titular de Ancelotti, apenas com ausência de Marquinhos e Gabriel Magalhães, zaga de folga por ter decidido a final da Champions League a serviço de PSG e Arsenal no sábado (30/5).

Sem força, sem inspiração e até mesmo mole na maioria dos lances divididos, essa Seleção titular por pouco não entendia a multidão no Maracanã. Venceu o primeiro tempo por 2 a 1 – gols de Vini Jr e Casemiro. Mas empolgação zero.

Ederson, Ibañez, Danilo, Leo Pereira e Douglas Santos; Fabinho, Danilo Santos e Lucas Paquetá; Rayan, Endrick e Igor Thiago, a Seleção reserva que entra no segundo tempo. E arrasa. Força física, talento no meio-campo e fome de gol. Emplaca quatro gols – Rayan, Igor Thiago (pênalti), Danilo Santos e Paquetá carimbaram as redes. Atuação de empolgar o Maracanã e dar a certeza a Ancelotti de que os reservas pedem passagem.

Neymar, sem condição de jogo por causa da panturrilha esgarçada, acompanhou tudo do banco de reservas como um convidado ilustre. Seu nome foi ovacionado por 72 mil vozes no Maracanã. Ao fim do jogo, todos jogadores do Panamá fizeram self com Neymar.

E assim a Seleção Brasileira embarca sem pressão, leve e solta aos Estados Unidos nessa noite de segunda-feira (01/6).

A conversa agora é com gente mais séria. Copa do Mundo não permite se perder tempo nas escolhas de quem vai jogar. Pelo amistoso contra Panamá, evidente que a Seleção Brasileira reserva joga mais bola que a titular idealizada por Carletto.

É hora de Ancelotti erguer a sobrancelha.


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