Luiz Antônio Prósperi, de Morristown, 25 junho 2026 (17h42)
Vini Jr está nas bocas e telas do Brasil inteiro. Aclamado protagonista da Seleção Brasileira nos três jogos da fase de grupos da Copa 2026. Autor de quatro gols dos sete feitos pelo escrete de Carlo Ancelotti. Gols não resumem as proezas de Vini. Suas atuações encantam a torcida, os analistas internacionais e empolgam companheiros de Seleção a ponto de o levarem à cadeira cativa no Olimpo. Aí está o perigo. Ancelotti e seu entorno precisam evitar que Vini caia nessa armadilha. Uma Copa do Mundo elege seus deuses quando o evento chega a seu destino.
Não tenham pressa. Não queiram fazer de Vini, o Jairzinho da Copa 70, o Romário da Copa 94 e o Ronaldo Fenômeno da Copa 2002, autores de gols da Seleção em todos os jogos da fase de grupos. Essa marca ele já tem.
Superamos agora a primeira parte da Copa 2026. Ainda teremos mais cinco missões pela frente. E a Seleção precisa de Vini de cabeça fresca, sem encarnar que ele é quem vai decidir a parada. Jogar leve. Voo de borboleta.

Se Vini se deixar levar pelo encantamento de agora, pode cair na tentação de ser o magnífico.
Recomenda a história dos craques nas Copas continuar concentrado. Entender seus limites e seus tentáculos sob pena de perder o improviso, inibir sua genialidade.
Cabe a Ancelotti domar a fera. Acarinhar. Sustentar Vini com os pés no chão. Não é hora de se preocupar com a idolatria nem atender ao chamamento dos torcedores. Um gol perdido, um pênalti desperdiçado, e a faca torce.
Tudo o que Vini precisa é de paz de espírito. A sua hora de ser um dos deuses do futebol brasileiro está bem ali. Não se afobe.
A paixão da arquibancadas hoje pode ser ódio amanhã.

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