Luiz Antônio Prósperi – 26 julho 2026 (14h33) –
Neymar tem o seu mundo particular e faz questão de viver a seu modo. Nós é que somos trouxas a gastar tempo e energia com suas estrepolias. A hora é de parar com essa brincadeira. Chega.
Consumimos um tempão discutindo, dentro e fora do futebol, se ele deveria ir à Copa do Mundo 2026. Guerras políticas homéricas. Amor e ódio. E tudo se resume a 37 minutos em campo, na soma geral de sua participação em jogos da Seleção Brasileira nos Estados Unidos. Fomos eliminados do certame, com e sem Neymar.
De volta ao futuro. O craque regressa ao Santos FC e na primeira semana de atividade como jogador profissional de futebol estamos frente ao bizarro.
O atleta se debruça numa mesa de pôquer, seu novo ideal de vida e uma de suas fontes de renda, enquanto seus companheiros de Santos FC ralam os joelhos na Venezuela em partida da Copa Sul-Americana. Inevitável o amor e ódio mais uma vez com atitude do cara.
Vem o jogo na Vila Belmiro, o primeiro desde seu retorno ao clube, e caímos no ridículo de seu comportamento no sábado (25/7).
Primeiro, ao celebrar o seu gol marcado no time lanterna do Brasileirão, a Chapecoense, de uma vitória – sabe contra quem? O Santos, na primeira rodada – no campeonato. Celebra imitando um jogo de cartas em referência às cobranças por ter ido ao pôquer quando seu time jogava futebol.
Segundo, as importunas, desrespeitosas e sem sentido, cobranças contra a arbitragem. Tudo para levar mais um cartão amarelo que o tira do próximo jogo do Santos no Brasileirão. Tradução: mais um finzinho de semana de boa, folga. Alô turma do pôquer. Neymar está livre do futebol no próximo sábado e domingo. Que o Santos se… exploda.
E, terceiro, ficamos sabendo neste domingo (26/6): Neymar teria humilhado os garotos Gabriel Bontempo e João Ananias ainda no intervalo do jogo contra a Chapecoense e, mais acintoso, ao fim da partida que resultou no empate 2 a 2. Xingamentos de “bosta” para cima aos meninos, segundo relata o site GE (globo esporte). Muitos desses meninos do Santos têm em Neymar o ídolo de uma geração inteira.
Está bem claro que ninguém suporta mais Neymar. Tudo ao seu redor tem de ficar a seus pés. Faz dois gols no time último colocado no Brasileirão e se refestela como se tivesse feito dois gols na Espanha na final da Copa do Mundo, até então uma miragem na vida de Neymar.
Que Neymar continue tocando sua vida como bem quer. Ninguém tem nada com isso.
Agora, cabe uma pergunta: Não está na hora de parar de falar em Neymar?
Tem um velho jargão do futebol que diz assim quando um jogador acabou e não admite a realidade: é um ex-jogador em atividade
Neste inverno de 2026, Neymar faz de tudo para ser um ex-jogador em atividade. Chega.

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