Luiz Antônio Prósperi – 7 janeiro (13h35) –

Futebol paulista perde terreno na rivalidade contra os cariocas. A batalha da bola anda desigual. Do lado de São Paulo, apenas o Palmeiras faz frente aos oponentes do Rio. E não será muito diferente na temporada de 2025. Cabe um alerta: ninguém se interessa mais por esse confronto entre Rio x São Paulo. Talvez os saudosistas ou os adeptos dos modismos como aqueles que montam bares na Vila Madalena, na capital paulista, copiando modelos de tradicionais botequins do Rio de Janeiro.

No futebol, de 2019 até aqui, os cariocas arrebataram as três últimas edições da Libertadores, o taça mais cobiçada do continente. Flamengo, campeão em 2022; Fluminense, 2023; e Botafogo, 2024.

No Brasileirão, Fla leva em 2019 e 2020. Botafogo fatura em 2024.

Enquanto isso, paulistas se agarram ao Palmeiras com os títulos de 2016, 2018, 2022 e 2023.

Corinthians? A última vez em que levantou a taça se deu em 2017. São Paulo, em 2008. E o Santos, em 2004.

Copa do Brasil, futebol paulista carimba em 2020 com a conquista do Palmeiras e São Paulo, em 2023.

Na última temporada, nenhum paulista mostra a cara. Palmeiras ainda briga contra o Botafogo até o fim no Brasileirão, mas não ganha. Corinthians tem reta final fulminante depois de muitas rodadas brigando contra rebaixamento. São Paulo se aloja na zona de classificação à Libertadores e dorme por ali. E o Santos cumpre com obrigação subindo da Série B para Série A.

UM CONTRA TRÊS NO MUNDIAL DE CLUBES

Chegamos a 2025 e o cenário não sugere mudanças. Cariocas despontam com bons times no Flamengo, Botafogo e, um pouco abaixo, o Fluminense. Mais fraco continua sendo o Vasco.

Paulistas jogam suas fichas no Palmeiras que, por enquanto, domina o mercado com grandes investimentos em jogadores de Seleção. Clube saneado e caixa forte.

Corinthians aposta no time que deu certo no fim de 2024. Atolado em dívida de R$ 1,2 bilhão, não se movimenta na janela de transferências. Pode vazar água na primeira metade da temporada.

São Paulo, também com dívida na casa de R$ 1 bilhão, se mexe pouco. Vem com Oscar, retornando ao Brasil após quase uma década no futebol chinês.

Santos, a passos de um paquiderme, inicia processo de reconstrução trocando fardamento da Série B por um mais vistoso da Série A. Técnico português Pedro Caixinha é a única boa novidade. Perde Jair, jovem zagueiro de nível internacional, recebe quase R$ 90 milhões e o quase veterano atacante Tiquinho na negociação com o Botafogo. É pouco.

Por tudo isso, parece mesmo que o Palmeiras está sozinho nessa batalha lúdica entre paulistas e cariocas.

Veja o Mundial de Clubes 2025 nos Estados Unidos, Brasil terá quatro representantes. Advinha? Palmeiras e os três do Rio: Botafogo, Flamengo e Fluminense.

Por fim, a rivalidade entre São Paulo e Rio não desperta assim tanta paixão no futebol. Nas décadas de 1950, 60, 70, 80 e início dos anos 1990, era quase a razão de viver entre clubes paulistas e cariocas. Futebol brasileiro se alimentava desse confronto e aplaudia de pé.


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