Luiz Antônio Prósperi – 12 março (12h28) –
Ronaldo Fenômeno não é mais candidato a presidente da CBF. Ex-jogador diz que não teve apoio das federações estaduais. De acordo com estatutos da CBF, candidaturas só podem ser registradas com aval de pelo menos quatro federações e quatro clubes (das Séries A ou B).
“No meu primeiro contato com as 27 filiadas, encontrei 23 portas fechadas. As federações se recusaram a me receber em suas casas, sob o argumento de satisfação com a atual gestão e apoio à reeleição (de Ednaldo Rodrigues)”, disse Ronaldo no Instagram.
A empreitada de Ronaldo não era nada fácil. Maioria dos presidentes de federações está no poder há mais de uma década. Têm relações umbilicais com a CBF, seja quem for o presidente de plantão.
É quase impossível reverter essa situação.
Ronaldo também se alinhou a ex-dirigentes da CBF, opositores de Ednaldo.
Clubes que poderiam apoiar o Fenômeno também não se entusiasmaram com a candidatura. E, mais sério, têm respaldo e a palavra do atual presidente de que a partir de 2026 assumirão o comando e gestão do Brasileirão.
As duas ligas de clubes (Liga Forte União e Libra) já negociaram diretamente com as emissoras os direitos de transmissão do Brasileirão 2025 arrecadando R$ 2,7 bilhões e já se uniram para organizar o campeonato de 2026.
Resumo da ópera: o poder do futebol brasileiro não quer e não permite mudanças.
Ronaldo Fenômeno entra de gaiato nessa história.
Entendeu que apenas com seu carisma de ex-jogador e seus negócios como empresário ligado ao futebol seriam suficientes para mudar o curso do rio. Não era bem assim.
Ao se alinhar com a TV Globo, ex-cartolas do naipe Ricardo Teixeira e políticos como Aecio Neves, a barca afundou.





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