São Paulo joga mal e rebaixa o modesto Oeste no Paulistão

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Maicon, vilão e herói na vitória do São Paulo – Foto: Alex Silva

O São Paulo rebaixou o Oeste no Campeonato Paulista ao vencer de virada por 2 a 1 neste sábado no quase vazio Morumbi. A vitória não ilude o torcedor. O Tricolor, mais uma vez, bateu cabeça e deu um sinal de que o futuro de campeão ainda é uma miragem.

No primeiro tempo, o São Paulo tomou conta da bola. Teve absurdos 70% de posse dela. Se instalou no campo do inimigo e, para desencanto de sua pequena torcida no Morumbi, não provocou nenhum grande susto no goleiro do Oeste. O time rodou, rodou, sem sair do lugar. Um repertório pobre.

Quem não atormenta e pressiona o goleiro do adversário costuma se dar mal. Em uma rara investida da equipe de Itápolis, o Tricolor levou o gol. Resultado ruim que deveria provocar uma mobilização total em busca do empate e a virada no segundo tempo. Seria ridículo, para não dizer uma vergonha, uma derrota para o time do interior, até então na briga contra o rebaixamento no Campeonato Paulista.

Veio o segundo tempo e o time de Edgardo Bauza acordou. Saiu com apetite em busca do primeiro gol. E, meio sem querer, Hudson conseguiu mandar a bola ao fundo da rede. Gol fortuito, mas uma recompensa a uma equipe lutadora – apesar da baixíssima qualidade técnica.

Após o empate, o São Paulo ocupou o campo do Oeste. Mesmo sem muita ordem e mais na base do suor, encantoou o inimigo. Em um passe de Ganso, Calleri sofreu pênalti discutível do goleiro Leandro Santos.

No lance, ele levou uma pancada na cabeça e veio a nocaute. Se recuperou a tempo de defender a cobrança da penalidade do zagueiro Maicon – foi o quinto pênalti perdido do São Paulo em seis penalidades. E depois o goleiro desabou.

O drama do goleiro do Oeste só não foi maior por causa do pânico que tomou conta do time e da torcida do São Paulo.

Bauza, que havia trocado o meia Daniel pelo atacante Klevin, teve de lançar o garoto Lucas Fernandes no lugar do volante Thiago Mendes, por volta dos 35 minutos, na tentativa de dar mais qualidade na armação do ataque – Thiago Mendes saiu cuspindo marimbondo com a substituição.

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Ganso não fez o gol, mas teve boa atuação – Foto: Alex Silva

Com a mudança, Bauza recuou Ganso na função de segundo volante e deu liberdade ao menino, de pulmão cheio. Uma alteração tática como o último suspiro do Tricolor. A rigor, o treinador argentino ainda não conseguiu fazer do São Paulo um time confiável.

Mesmo sem brilho e a esperança de um futuro promissor, o Tricolor conseguiu a virada com uma generosa colaboração do goleiro Leandro Santos. Ele, que havia defendido um pênalti de Maicon, devolveu ao zagueiro a chance de fazer o gol da vitória. Maicon, dessa vez, não perdoou.

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Morumbi recebeu pouco mais de 10 mil torcedores – Foto: Alex Silva

Nem mesmo com a vitória na volta ao Morumbi, após 126 dias, no gramado novinho em folha, o São Paulo mostrou algo de importante. Não evoluiu um milímetro. Continua batendo cabeça. A torcida nem se desespera mais, sabre que assim o time não vai longe.

 

 

 

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