
Messi, Suárez e Neymar não apareceram no estádio Vicente Calderón nesta quarta-feira em Madri. Encantador de serpentes, esse trio MSN se viu encaixotado pelo exército de Diego Simeone no jogo que valia uma vaga à semifinal da Champions League. Amarrados e perdidos na escuridão do futebol, também não tiveram companheiros aguerridos diante de adversários de sangue fervendo correndo nas veias. E saíram de campo eliminados, sem a possibilidade de defender o título que haviam conquistado na temporada passada.
A queda do Barcelona tira da Champions um pouco da beleza e da graça do futebol. Premia, do outro lado, os lutadores, diria gladiadores, que executam como ninguém a marcação ferrenha, e a entrega até o último minuto. Um punhado de soldados sob a égide e ordens do capitão Simeone.
Não se pode, contudo, contestar a vitória do Atlético de Madrid nesta quarta-feira, com a pulsação de pouco mais de 52 mil torcedores, tão vibrantes como os jogadores. Todos em comunhão fecharam os punhos e despacharam o Barcelona.
Nem foi necessário uma tática mirabolante. Simeone enquadrou o trio MSN, fez marcação alta no primeiro tempo e explorou o lado esquerdo, o mais frágil, da defesa do Barça. Por ali construiu o primeiro gol, em falha na saída de bola de Alba, com Griezmann convertendo de cabeça.

No segundo tempo, se recolheu ao seu campo. Abriu o território para o Barça avançar sua tropa, trocar passes, tendo a consciência de que dificilmente sofreria o gol. E, no contra-ataque, poderia chegar aos 2 a 0. Dito e feito. Griezmann fez o segundo, em pênalti de Iniesta. E esperou pelo apito final, sempre com o coração da sua torcida.

Classificado às semifinais, o Atlético de Madrid se junta ao rival Real Madrid, que despachou o valente Wolfsburg. Também ao insosso Manchester City – mandou para casa o milionário Paris Saint-Germain. E ao Bayern de Munique – eliminou o Benfica. A ordem dos confrontos será definida por sorteio nesta sexta-feira na sede da UEFA.

Uma rápida análise desses quatro times que avançaram à semifinal, não custa alertar que será Pep Guardiola, técnico do Bayern, contra a rapa. Só Guardiola pode salvar o jogo da bola neste quase fim de ato da Champions League 2015/2016.
Guardiola é o guardião do futebol ousado. Não pode ficar no meio do caminho contra os que preferem cerrar os dentes em nome das vitórias.




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