Corinthians arrasa Cobresal e pode vingar Palmeiras na Libertadores

 

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Marlone recebe um abraço por sua obra-prima contra o Cobresal

Um começo arrasador, com dois gols em menos de 15 minutos, levou o Corinthians a atropelar o Cobresal, do Chile, por 6 a 0, nesta quarta-feira, 20/4. Com este resultado, fechou a primeira fase da Copa Libertadores na liderança do Grupo B. O time de Tite, dependendo dos resultados dessa quinta-feira, pode enfrentar o Nacional, do Uruguai, nas oitavas de final, algoz do Palmeiras.

Entre os 16 que vão disputar a segunda fase, o Corinthians se garantiu com a terceira campanha na classificação geral – atrás apenas do Atlético Nacional, da Colômbia, e Pumas, do México.

De acordo com o regulamento da Libertadores, o primeiro colocado enfrenta 16.º, o segundo pega o 15.º, o terceiro, o 14.º, e assim por diante. Por isso, o Corinthians tem 99,9% de chances de jogar as oitavas de final, em ida e volta, contra o Nacional, responsável pela desclassificação do Palmeiras no Grupo B.

“Não queria enfrentar uma equipe brasileira na próxima fase. Deve ser mesmo o Nacional, mas eu preciso ver mais esse time para formar uma opinião”, disse Tite, que, em avaliação anterior quando o Palmeiras foi eliminado, comentou sobre a falta de competitividade de Nacional 0 x 2 Rosário Central.

Na partida desta quarta-feira no Itaquerão lotado (40.090 pagantes), o time de Tite jogou o primeiro tempo com dez reservas e mais Cássio. O técnico preservou os titulares para o jogo da semifinal do Paulistão contra o Osasco Audax neste sábado.

Mesmo assim, obrigou seu time a uma pressão avassaladora nos 20 minutos iniciais. Deu certo. Até porque, o Cobresal não tem o requinte de uma equipe de primeira linha do futebol sul-americano. Nem uniforme. Por sinal, um dos mais horrorosos entre os 32 clubes desta Copa Libertadores 2016.

Então, em 15 minutos, Marlone abriu a contagem, Romero fez o segundo e o time se acalmou um pouco. Deu campo aos chilenos, que, na base do entusiasmo, arriscaram chutes de fora da área dando trabalho a Cássio.

Quando o jogo parecia embicar para o segundo tempo sem mais emoções, Marlone, de voleio, fez um golaço em cruzamento certeiro de Edílson. O gol cobriu o Itaquerão de êxtase. Um prêmio à dedicação da torcida. E tinha mais. Arana fez o quarto, em chute com efeito de fora da área. Ainda havia mais 45 minutos para a goleada se ampliar.

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Tive aprova time e diz que não tem titulares e reservas

No segundo tempo, o Corinthians dormiu um pouco e só se despertou a partir da entrada de Elias, depois dos 30 minutos. Ele mesmo, Elias, fez o quinto gol em uma boa triangulação pelo setor esquerdo. Depois, Romero marcou mais um – o seu segundo no jogo e o nono na temporada – em triangulação agora pelo setor direito.

Mais que subir degraus importantes na classificação geral, a goleada com os reservas em cima do Cobresal deu novas opções a Tite para a sequência da Copa Libertadores e a temporada brasileira.

Veja a avaliação de jogadores que ganharam pontos com o treinador, apesar da enorme fragilidade dos adversários chilenos do Cobresal:

Arana (lateral-esquerdo) – Mostrou que pode ser útil nas investidas ao ataque. Marca duro,  sai em velocidade no apoio ao ataque e não tem medo de arriscar chutes de fora da área. Fez um golaço.

Balbuena (zagueiro) – Pouco exigido, foi bem no alto e pode ser uma opção a Yago ao lado de Felipe. Mostrou segurança.

Marlone (meia) – Fez bem a recomposição na marcação pelo setor esquerdo, chegou fácil e com autoridade na grande área e ainda fez o gol mais bonito do jogo. É uma boa alternativa para ocupar o espaço de Giovanni Augusto, afastado por lesão.

Rodriguinho (meia) – Atuando mais pelo setor direito, também não vacilou na hora de fechar os espaços quando o Corinthians era atacado. E, com muita movimentação, chegou forte, consciente, na zona de gol.

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Romero pede passagem

Romero (atacante de lado) – Atrevido, não teve medo de usar o artifício do drible. Arriscou chutes e fez também dois bons gols. Pode ser uma boa opção para o indolente André, por enquanto titular de Tite.

Cássio (goleiro) – Alguém precisa, urgente, treinar o grandão a sair jogando com os pés. No jogo com o Cobresal, ele deu calafrios na torcida sempre que exigido a tirar a bola com os pés.

 

 

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