São Paulo vai encarar o melhor time da Libertadores

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O São Paulo não terá vida fácil na semifinais da Copa Libertadores. Despachou o favorito Atlético-MG nas quartas e vai encarar o Atlético Nacional, de Medellín, um time atrevido, que gosta de futebol, e tem a seu favor um estádio inflamado sempre lotado com 50 mil torcedores. Não há grade de proteção e a multidão fica a poucos passos do gramado. Um caldeirão fumegante e inebriado de paixão.

Dizem na Colômbia que esse time do Atlético Nacional foi montado pelo treinador Juan Carlos Osorio, de rápida e polêmica passagem pelo São Paulo em meados da temporada de 2015.

Quem acompanhou a vitória de virada e épica do Atlético Nacional por 3 a 1 contra o ótimo Rosário Central, nesta noite de quinta-feira, já tem uma noção do que o São Paulo vai enfrentar. Derrotar esse time colombiano na sua casa é missão para valentes encarnados no que o futebol tem na sua essência.

O Rosário sentiu na pele como é complicado desafiar Nacional, com um jogo que estava a seu favor a partir dos 7 minutos do primeiro tempo, quando o árbitro deu um pênalti absurdo de Copete. Marco Ruben converteu, aos 8, e os argentinos tiveram o gostinho de mandar na partida quase até o fim dessa primeira parte do jogo.

Pressionado, numa comunhão entre torcida colombiana e time, o Rosário cedeu o empate ao Nacional, gol de Torres, aos 46. Era sinal de que vinha chumbo grosso no segundo tempo. Como no jogo de ida, o Rosario havia vencido por 1 a 0, o time da Colômbia teria de vencer por 3 a 1.

Veio o segundo tempo e logo aos 5 minutos, Guerra, o melhor do time e um dos principais jogadores dessa Libertadores, fez o gol da virada. Pronto, o estádio se incendiou. Dali para frente era o Nacional de Medellín atacando, atacando e os argentinos acuados na defesa.

Num ambiente de muita tensão, o jogo se arrastou a favor do Rosário diante da falta de pontaria dos colombianos no bombardeio intenso em cima do goleiro Soza. Marco Ruben teve a chance de matar o jogo e se enrolou na pequena área, aos 44.

Não seria trágico esse gol perdido, se não fosse por um detalhe: aos 49, Berrio faria o gol da classificação. Um momento de extrema emoção no estádio e também de muita confusão. Em vez de comemorar sua obra, Berrio foi tirar satisfação com o goleiro do Rosario. A bagunça se estabeleceu, um corre-corre, safanões, gandulas dando patadas e a torcida ameaçando invadir o campo.

Quando a paz, se é que havia paz ali dentro, enfim aconteceu, o árbitro reiniciou o jogo. Marco Ruben por pouco não fez o segundo, gol que daria a classificação mais uma vez ao Rosário. Era o último ato de um jogo dramático, intenso, de bom futebol, que acabou premiando o Atlético Nacional de Medellín.

UnknownNas arquibancadas havia um enorme sentimento de alegria e alívio com o fim da batalha dentro de campo. Uma imagem marcou o momento de mais pura paixão por um time de futebol quando um garotinho, em lágrimas, beijava um santinho e fazia o sinal da Cruz em agradecimento à vitória do Atlético Nacional. Uma oração ao futebol.

Agora a conversa é com o São Paulo, lembrando que o primeiro jogo será no Morumbi e a decisão da vaga em Medellín.

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