Boca Juniors não se entrega na Libertadores, adversários que se cuidem

 

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Boca Juniors fora de uma semifinal de Copa Libertadores não tem graça. Garantir a classificação sem sacrifício, também não serve ao time de La Bombonera. Tudo no Boca passa por drama, uma busca por um momento épico, um algo mais arrancado a fórceps da alma do futebol.

Não foi diferente ao eliminar o Nacional, do Uruguai, com um empate sofrido por 1 a 1 nos 90 minutos e depois na vitória por 4 a 3 na disputa da vaga nos pênaltis. Uma noite histórica aos Xeneizes nesta quinta-feira em Buenos Aires.

Diante de 48 mil torcedores num dos templos mais emblemáticos do futebol argentino, o Boca encontrou forte resistência nesse Nacional, acostumado a se defender com maestria e fulminar os adversários no contra-ataque. Receita que usou contra Palmeiras e Corinthians, para ficar em dois exemplos mais conhecidos do torcedor brasileiro.

Sentiu um duro golpe, com o gol contra do zagueiro Daniel Diaz, aos 20 minutos do primeiro tempo. Sofreu à beça em busca de uma solução contra a muralha uruguaia. Um ícone, como Carlito Tevez, não andava amarrado na sua falta de inspiração.

Tudo seguia o roteiro de um drama. O Boca se mandava em busca do gol, franqueava seu território ao time do Uruguai, provocava calafrios e aperto no coração de sua gente a cada contra-ataque. E não desistia. Essa ansiedade da luta tomou conta do time no segundo tempo até que, aos 27 minutos, o garoto atrevido Pavón partir como um raio pela direita nas costas de Polenta para fuzilar o goleiro Conde 1 a 1.

Esse empate levaria decisão aos pênaltis. Poderia recolocar os nervos dos jogadores do Boca no lugar e serenar as batidas cardíacas da torcida. Nada disso. Pavón, na comemoração  do gol, tirou a camisa e foi advertido com cartão amarelo. Como havia levado o primeiro em falta, quando ajudava a marcação na defesa, foi expulso corretamente pelo árbitro brasileiro Herber Roberto Lopes.

Sem a correria de Pavón e em desvantagem numérica, o Boca se virou para sustentar o empate. Viveu momentos de raça e aflição até o apito final. La Bombonera não se livrava do drama.

Na cobranças dos pênaltis, o Nacional esteve na frente por 3 a 2 e poderia carimbar a classificação na primeira série. Aí apareceu Orion, que fechou seu gol como uma parede de vidro blindado. Pegou dois seguidos na seqüência de cinco penalidades. E, na segunda série, defendeu mais um. Coube a Carrizo dar a cor final da classificação do Boca.

Um momento de júbilo e êxtase total. La Bambonera  veio abaixo. Os Xeneizes estavam na semifinal da Libertadores em busca do seu sétimo título. Não é aquele Boca de assombrar o mundo. Mas é o Boca. Os adversários que se cuidem.

Nas semifinais vai enfrentar o vencedor do confronto entre Independente Del Valle, do Peru, e Pumas, do México.

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