Seleção Brasileira patina na estreia na Copa América e conta com mãozinha do árbitro

 

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A estreia da Seleção Brasileira na Copa América Centenário deixou claro como Dunga está perdido e sem saber o que fazer. Mais que o empate sem gols contra o Equador, chamou a atenção a falta de visão do treinador. Quando mais se esperava dele, na mudança do esquema ou em substituições ousadas, Dunga optou pela burocracia.

Se insistir com esse modelo e falta total de leitura de jogo, Dunga pode levar o Brasil a outro vexame. É questão de dias. Ou dá uma chacoalhada nos seus neurônios, ou vai cavar a própria sepultura.

Sem falar que teve sorte ao ver o árbitro não validar um gol legítimo do Equador em um cruzamento rasteiro de Bolaños, sem a bola sair na linha de fundo, que Alisson engoliu sem cerimônia. Antes de perceber que o juiz não havia confirmado o gol, o goleiro da Seleção afundou a cara na grama de vergonha.

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O JOGO

No primeiro tempo, o Brasil já deixou claro o tamanho do seu tédio. Criou apenas uma boa chance de gol. Em jogada de Willian, Phillipe Coutinho por pouco não marcou. Fora isso, se viu uma tentativa de o time jogar compacto, às vezes com oito jogadores no campo do Equador, com rápida troca de passes. Mas nada de muito empolgante.

Na hora de marcar, também tudo bem organizado. Casemiro protegendo os zagueiros, Elias  na direita e Renato Augusto na esquerda fechando os espaços e ainda com Willian e Coutinho dando uma mãozinha.

Essa arrumação, bem diferente daquele time retrancado como Dunga praticava, sofreu apenas nos perigosos e agudos contra-ataques do Equador. Bolaños, Valencia e Quinteros deram trabalho. Faltou a eles mais precisão no passe final para fulminar Alisson.

UnknownFora isso, não se percebeu nenhum gesto de ousadia dos meias da Seleção. Willian e Coutinho atuavam como pontas e Renato Augusto, mais recuado, não tinha fôlego para criar. Havia dedicação burocrática dos três e pouca clareza de raciocínio.

No segundo tempo, o Brasil voltou pior do que estava. A troca de passes não funcionava, Willian e Coutinho continuavam amarrados e Jonas mais isolado ainda. Com 15 minutos, Dunga trocou Jonas por Gabigol. A bola não chegava ao atacante do Santos, como não chegou a Jonas.

E ainda tivemos a pixotada do goleiro Alisson, não reconhecida pelo árbitro. Sorte de Dunga.

Na altura dos 30 minutos, o treinador brasileiro trocou Willian por Lucas, seis por meia-dúzia. Aumentava a ansiedade pela busca do gol. O problema é que não havia um fio condutor entre meias e atacantes. O Brasil era enfadonho.

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Diante da falta de criatividade, Dunga resolveu lançar Lucas Lima, aos 40 minutos, no lugar de Elias. Era a espera por um milagre em pouco tempo para se multiplicar os pães. Não aconteceu.

Ao final do jogo, vaias e mais vaias à Seleção. Um horror. O futebol brasileiro continua estacionado no tempo. Falta ousadia e, principalmente, treinador.

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