Brasil também faz 7 a 1… no Haiti

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Golear o Haiti era mais que necessário. O Brasil vinha de um empate (0 a 0) sem graça contra o Equador na estreia na Copa América Centenário. Tinha obrigação de mostrar que estava vivo, mesmo sem saber ainda qual caminho seguir. E mostrou serviço ao impor a vitória por 7 a 1 diante dos inocentes haitianos, nesta quarta-feira (08/6), em Orlando.

A construção desse resultado pode ser dividida em duas partes. Na primeira, quando o Brasil abriu 3 a 0, com a mesma formação conservadora do empate com os equatorianos.

Tínhamos quatro defensores, um volante (Casemiro) na proteção e dois meias (Elias e Renato Augusto) no vai-e-vem. Na linha de frente, Willian na direita, se infiltrando em diagonal, e Phillipe Coutinho, da esquerda para o meio. Isolado, o “morto” do Jonas.

Na segunda parte, Dunga arejou sua cabeça e, por tabela a Seleção, quando sacou Jonas para dar lugar a Gabriel, o Gabigol do Santos, e Casemiro, que cedeu seu posto a Lucas Lima. Essas alterações fizeram de Elias e Renato Augusto a dupla de volantes. O time ficou leve, ágil e insinuante, descontando, é claro, a fragilidade do Haiti.

Com essa formação enfiou mais quatro e poderia ter feito muito mais. Sem levar em conta essa saraivada de gols, a Seleção do segundo tempo indica um caminho para Dunga seguir, desde que resolva abrir mão de seus conceitos obtusos de vencer a todo custo.

Unknown-2Dunga, o Brasil com Lucas Lima e Gabriel é alegre sem perder a eficiência. Sempre lembrando que o adversário era o Haiti. Mas não custa prestar atenção neste detalhe do time com a dupla do Santos.

Ainda sobre os ensinamentos dessa goleada efêmera, é preciso destacar a falta de apetite do time no primeiro tempo quando não deu velocidade nas descidas ao ataque e muito menos marcou pressão a saída de bola do adversário. Se deixou levar por uma certa soberba.

O JOGO

No primeiro tempo, o Brasil  fez três gols sem muito sacrifício. Diante de um adversário com conhecimentos rudimentares no setor defensivo, abriu a goleada com Phillipe Coutinho, o destaque da partida, com chute de fora da área.

Coutinho ainda fez o segundo, ao receber de Jonas em um rebote de dois zagueiros, que bateram cabeça no cruzamento de Daniel Alves.

Depois Renato Augusto, de cabeça, marcou o terceiro, em bola alçada de Daniel Alves, aproveitando saída de bola errada do assustado goleiro Placide.

images-2No segundo tempo, Gabriel precisou de 14 minutos para fazer o quarto gol. Lucas Lima fez o quinto. Tudo normal até o Haiti fazer história com o gol de Marcelin, em rebote de Alisson. O jogo poderia se encerrar ali para os haitianos.

Mas Renato Augusto fez o sexto e Coutinho ainda carimbou o sétimo, nos acréscimos. A vitória da obrigação estava mais do que consumada. E sem sustos. O Brasil também sabe vencer por 7 a 1… o Haiti.

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