Pescadores com cara de vikings derrubam Inglaterra da Eurocopa

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euro_2016_logo_detailInglaterra rejuvenescida com uma geração de boas promessas se despede da Eurocopa da forma mais improvável. Caiu diante da estreante Islândia, sem camisa, sem história, mas de uma obediência obsessiva de seus pescadores. Todos conscientes de suas limitações e seguros de que no futebol cabe tudo, desde que se tenha sonhos e muito trabalho. Os islandeses seguiram essa cartilha e já surpreendem o mundo na França.

Representando a ilha com pouco mais de 330 mil habitantes, conhecidos como homens de gelo, os jogadores com cara de viking tiveram a petulância de se classificar à fase final da Euro-2016, passar às oitavas e, tendo a gigante Inglaterra pela frente, vencer e se credenciar às quartas de final. Agora a conversa é com a anfitriã seleção francesa.

Só mesmo o futebol é capaz de abrir espaço ao inusitado. Como um time de jogadores semi-profissionais pode ir tão longe? A resposta pode ser o trabalho feito há mais de dois anos para se desenvolver esse esporte em uma região inóspita dominada pelo frio intenso a maior parte do ano, sem falar na limitação de seu território para se construir campos de futebol e arrebanhar garotos com fome de bola.

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Pois eles meteram na cabeça que sim, era possível. Por isso entraram na Eurocopa de peito aberto e conscientes de que teriam de aplicar o aprendizado com dedicação e prazer. E retribuir a força que vinha das arquibancadas, aliás a maioria de vizinhos ou conhecidos das ruas da ilha.

Tocaram o barco na primeira fase e contra a Inglaterra jogaram com respeito ao Golias e esperança dos pescadores em mares revoltos. Saíram atrás, com o gol de Rooney cobrando pênalti, aos 3 minutos de jogo. Empataram, aos 5, com Sigurdsson. E viraram, para fazer a história, aos 17, com Sigthorsson.

Seja qual for o destino dessa Islândia contra a França, eles já deixaram claro que no futebol pequenos podem ser grandes, mesmo que por uma noite de verão. Verão que aos islandeses é de outro planeta.

Quanto aos ingleses, nada de extraordinário. A nova geração, por ordem do ultrapassado Roy Hodgson, joga um futebol velho. A Inglaterra precisa de novas ideias. Quem sabe não vem dos pescadores da Islândia.

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