Palmeiras amplia vantagem na liderança e sofre baixas importantes

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Palmeiras tinha um enorme desafio na Ilha do Retiro neste novo horário do futebol brasileiro. Havia a obrigação de vencer fora de casa, mesmo diante de um adversário forte em seus domínios, e não sofrer muitas baixas para o clássico contra o Santos.

Volta do Recife com três pontos ao derrotar o time pernambucano por 3 a 1, quebra assim o estigma de que não se impõe fora do Allianz Parque, consolida Gabriel Jesus na artilharia isolada do Brasileirão, com dez gols, mas volta com uma sacola de problemas para a próxima rodada.

Contra o Santos, um concorrente direto na briga pelo título, perde meio ataque com a suspensão de Jesus e Roger Guedes, fica sem o meia Moisés (machucado), o volante Thiago Santos (terceiro amarelo) e Tchê Tchê pode ser uma dúvida.

A boa notícia ao técnico Cuca se deu com a atuação de Erik. O ex-atacante do Goiás fez sua segunda partida neste Brasileirão e convenceu. Marcou um gol, virou garçom em alguns lances importantes e ajudou muito na marcação.

ANÁLISE DO JOGO

Cuca abriu o jogo com um formação mais conservadora do que o time estava acostumado. Instalou Thiago Santos de volante, quase um terceiro zagueiro, para colar em Diego Souza. Ali, era um duelo de força, corpo a corpo. Moisés mais recuado e Tchê Tchê solto. E na frente, velocidade pura com Erik, Gabriel Jesus e Roger Guedes.

Sua aposta era marcação pesada e contra-ataque puro. Se deu bem com o gol de Erik, logo aos 10 minutos, em um contragolpe clássico. Depois do gol, seu Palmeiras se virou mais como um operário a um arquiteto criativo. De um pragmatismo absoluto, nada ousado.

Passava pela cabeça do treinador a necessidade de diminuir o déficit nos jogos fora de casa, até então com uma única vitória – 2 a 1 contra o Flamengo, em Brasília. Daí a cautela, a tentativa de neutralizar os pontos fortes do Sport, aliás muito dependente dos movimentos de Diego Souza.

Com essa atitude, o Palmeiras garantiu a vitória parcial no primeiro tempo. O time pernambucano ficou mais com a bola, mas pouco incomodou Fernando Prass, a não ser um balaço de Diego Souza em cobrança de falta.

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No segundo tempo, o jogo se transformou. Aos 8 minutos, Moisés esgarçou o músculo da coxa direita e foi substituído por Matheus Sales. O Sport veio como um leão faminto, aproveitando a momentânea desorganização do Palmeiras com a saída de Moisés. Chegou ao gol, aos 13, com Gabriel Xavier.

O empate não fez ao bem ao time do Recife. Entusiasmado com a possibilidade de virar a partida, se abriu ainda mais e convidou o time de Cuca a contragolpear com gosto. Um risco desnecessário sabendo que o adversário tem um jogador letal: Gabriel Jesus.

Se bem marcado, o menino provoca um inferno, imagina com espaço. Em duas estocadas, Jesus fez o segundo gol (o seu 10.º no Brasileirão), aos 20, e sofreu o pênalti, aos 26, convertido por Cleiton Xavier.

O triunfo estava assegurado. Liderança confirmada e uma queda no déficit de vitórias fora de casa. Tudo perfeito, como Cuca havia projetado. Faltava apenas contabilizar os prejuízos, já de olho no clássico contra o Santos. E eles foram muitos.

Moisés saiu com lesão grave na coxa. Tchê Tchê sentiu o chamado desconforto muscular. Roger Guedes, Thiago Santos e Gabriel Jesus foram advertidos com o terceiro amarelo. Baixas importantes e também um desafio ao Palmeiras para fazer valer a fama de ter um dos mais bem qualificados elencos do Brasileirão.

FICHA DO JOGO

Sport 1 x 3 Palmeiras

Gols: Erik, aos 10 do primeiro tempo; Gabriel Xavier, aos 13; Gabriel Jesus, aos 20; Cleiton Xavier, aos 27 do segundo tempo.

Sport: Agenor, Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Rodney; Serginho (Rodrigo Mancha), Richely e Gabriel Xavier; Rogério (Mark Gonzales), Diego Souza e Edmílson (Clayton). Técnico: Oswaldo de Oliveira

Palmeiras: Fernando Prass, Jean (Cleiton Xavier), Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos, Moisés (Matheus Sales) e Tchê Tchê (Thiago Martins); Roger Guedes, Gabriel Jesus e Erik. Técnico: Cuca

Juiz: Anderson Daronco
Cartões amarelos: Eric, Matheus Ferraz, Mina, Thiago Santos, Gabriel Jesus, Roger Guedes, Erik, Rodney, Samuel Xavier e Agenor.
Renda: R$ 491.860,00
Público: 26.419 pagantes
Local: Ilha do Retiro

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