Palmeiras de Eduardo Baptista troca bola pela força na Copa Libertadores

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Palmeiras quis guerra quando era necessário jogar bola na estreia na Copa Libertadores. Nada mais questionável do que encarar a competição continental como algo diferente, de que o jogo físico deve ser valorizado mais do que a técnica. Ao partir para o confronto corpo a corpo contra o modestíssimo Atlético Tucumán, saiu com prejuízo. Perdeu Vitor Hugo com 20 minutos do primeiro tempo e, com um a menos no tablado, deixou de se impor como um pretendente ao título teria de obrigação de fazer. Por isso, o empate por 1 a 1 fora de casa não foi tão ruim, apesar dos poucos recursos do adversário argentino.

Ao optar por duas jamantas na proteção da zaga, com Felipe Melo e Thiago Santos, Eduardo Baptista já deixava clara sua leitura da Libertadores. O treinador do Palmeiras entende que a competição é mesmo de suor e sangue.

“Eu acho que se a gente tivesse ficado com 11 teríamos melhores condições, visto que com um a menos a gente criou chance do mesmo jeito. Mas o mais importante é que a equipe entendeu o espírito, comprou a forma de jogar a Libertadores, competição de um jogo mais viril. Soube jogar diante dessa exigência. Mostrou que se quiserem ganhar da gente na força não vão conseguir”, disse Baptista com ar de satisfeito com o empate na Argentina. E ressaltou a importância de não perder pontos como mandante. “Todo mundo sabe que na primeira fase da Libertadores você avança se fizer nove pontos em casa. É o que vamos buscar. Sair daqui (Tucumán) com um ponto não é ruim.”

FBL-LIBERTADORES-TUCUMAN-PALMEIRAS

Se o técnico entende que o Palmeiras tem de jogar pesado e, na maioria das vezes, no contra-ataque, o torcedor pode esperar dias de muita tensão. Baptista emite sinais de que gosta de tudo certinho lá atrás, marcação segura e pouca troca de passes até alcançar a área do inimigo. Esse é seu receituário para a Libertadores. Bem diferente do anarquismo adotado por Cuca na campanha do Brasileirão 2016, em que o time era uma avalanche para cima do adversário e com muitas ideias e soluções.

Baptista quer algo mais pragmático, de risco zero. Entende que se não sofrer lá atrás, seus hábeis homens de frente têm condições de resolver o jogo. A conferir.

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