Cuca reassumiu o comando do Palmeiras, após cinco meses de sua saída. Volta para ocupar o lugar que […]

“Tivemos muitas dificuldades para jogar em decorrência do campo. O Palmeiras é um time muito técnico e tivemos muitas dificuldades. Fizemos um bom primeiro tempo até tomarmos dois gols. Depois, quando quisemos jogar, fomos muito atrapalhados pelo campo. Acredito que o campo foi a grande dificuldade. Perdemos muitas bolas e demos o contra-ataque.”

Primeiro, derrubou o Santos. Depois, o Palmeiras. A Ponte Preta chega à final do Paulistão 2017 muito mais forte do que se imaginava. A prova definitiva se deu no Allianz Parque com 40 mil torcedores e tendo como adversário um time de múltiplos recursos. Não se apequenou em nenhum momento, mesmo com a clara proposta de apenas se defender. Perdeu o jogo por 1 a 0, mas vai decidir o título com o vencedor do confronto Corinthians x São Paulo.

São Paulo e Palmeiras, bem diferente do que apresentaram Santos e Corinthians no sábado, encaminharam a vaga às semifinais […]

Tite se esqueceu de Dudu quando fez a lista dos 23 convocados para os jogos contra Uruguai e […]

imagem_2616_zybtj2tsvsrp_original

Palmeiras está de volta e mostrou que pode muito mais ao despachar o São Paulo por 3 a 0 no Allianz Parque diante de 36 mil torcedores. Em nenhum momento do clássico deixou o adversário respirar. Apresentou bom repertório, obediência tática e um entusiasmo acima do normal. Quanto ao time de Rogerio Ceni, o alarme disparou. O time repetiu a rotina de gols sofridos, exibiu uma penca de volantes na função de meias sem a nenhuma clareza e não teve outra proposta de jogo quando se viu em dificuldade. Posse de bola, como Ceni gosta, não é sinômino de vitórias.

90s0j6w1c1_25os3jd69i_file

Palmeiras quis guerra quando era necessário jogar bola na estreia na Copa Libertadores. Nada mais questionável do que encarar a competição continental como algo diferente, de que o jogo físico deve ser valorizado mais do que a técnica. Ao partir para o confronto corpo a corpo contra o modestíssimo Atlético Tucumán, saiu com prejuízo. Perdeu Vitor Hugo com 20 minutos do primeiro tempo e, com um a menos no tablado, deixou de se impor como um pretendente ao título teria de obrigação de fazer. Por isso, o empate por 1 a 1 fora de casa não foi tão ruim, apesar dos poucos recursos do adversário argentino.

20170205_cgap_palmeiras_5911_61

Eduardo Baptista não criou empatia com o Palmeiras e sua torcida. Desde o anúncio da sua contratação, no início de dezembro passado, se percebe a má vontade da maioria dos torcedores com seu estilo de trabalho. Uma espiadela nas redes sociais e se tem a dimensão do estrago. Um pouco assustado com o imediatismo e o tamanho da encrenca a ser resolvida, o treinador, como rege a lei pobre do futebol, teria de reverter com vitórias. Não com uma simples, sem impacto, e sim com uma maiúscula. Daquelas de não deixar dúvidas. E ela se ofereceu no clássico contra o Corinthians. Baptista não aproveitou. Pode ter sido a gota d’água a transbordar o oceano logo ali.

dudu4

Vida de treinador do Palmeiras não é nada fácil. É dura. Se não tiver estofo e confiança, sai pulverizado. Neste início de temporada, Eduardo Baptista percebeu que muitas pedras vão aparecer no seu caminho. Às vezes, rochas difíceis de serem removidas. Em apenas dois jogos no comando do time, levou uma rajada de impropérios e cobranças de torcidas organizadas e nas redes sociais. Teria de responder rápido e convencer. E, de certa forma, mesmo sem assombrar, conseguiu colocar a cara para fora com a vitória por 2 a 0 contra o São Bernardo nesta quinta-feira e conquistar apoio de líderes importantes como Felipe Melo.

32597807695_91ab5a1075_o
Barrios, autor do gol no amistoso – foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

A uma semana da estreia no Campeonato Paulista, o Palmeiras deixa claro sua enorme dificuldade para fazer gols. No amistoso contra a Ponte Preta, último ensaio da pré-temporada, empatou por 1 a 1 no Allianz Parque com direito a desperdício de uma quantidade considerável de gols, em especial no primeiro tempo quando Eduardo Baptista usou a maioria de seus titulares. Não vai ser fácil encontrar uma solução. Ausência de Gabriel Jesus incomoda.