Palmeiras impõe seu poder e joga São Paulo no atoleiro

Zagueiro Antonio Carlos deixa sua marca no clássico contra São Paulo - foto: Ag Palmeiras

Palmeiras virou a página da derrota para o Corinthians ao enquadrar o São Paulo sem nenhum constrangimento. Venceu por 2 a 0, com folga, nesta quinta-feira (08/3) no Allianz Parque, exibindo patente de quem pretende fazer da temporada 2018 algo marcante. Asfixiou o adversário do começo ao fim, tamanha superioridade técnica e tática. E a derrota obriga São Paulo a procurar outro rumo, sob pena de se esfarelar ainda neste Paulistão. Não será surpresa se Dorival Junior for demitido nesta sexta-feira.

Desde o início do jogo se teve claro que o Palmeiras queria provar aos incrédulos o seu poder. Não deixar o adversário respirar, a ordem expressa. Adotou uma marcação voraz na saída de bola do Tricolor, no ritmo de jogos da Libertadores. Dividiu cada lance para avisar ao inimigo que também na força não perderia o clássico. De estrangular.

Com essa fobia amedrontou os jovens jogadores do São Paulo. Incapazes de reagir, corriam com um terço nas mãos pedindo piedade.

Dudu ocupando o setor direito, Lucas Lima a flutuar entre os volantes do São Paulo, Borja prensando os zagueiros, William aberto na esquerda. Todos com suporte do estofo de Felipe Melo e Bruno Henrique e ainda escorados pelos laterais Marcos Rocha e Victor Luis. Era uma tempestade.

Palmeiras parecia uma máquina de assentar asfalto diante de uma pena, um adversário grogue, sem saber o que fazer e de que fonte buscar uma solução. Até por isso a vantagem econômica de 2 a o – Antonio Carlos, aos 9, e Borja, aos 31 – nos 45 minutos iniciais soava como um acinte ao dono da casa e um enorme alívio ao visitante.

Palmeiras vence São Paulo
Antonio Carlos e companheiros vibram com gol no clássico contra São Paulo – Ag Palmeiras

No segundo tempo, atordoado, Dorival Junior radicalizou com três mudanças por atacado na volta do intervalo. Trocou o sonâmbulo Hudson por Shaylon, o menino Brenner por Tréllez e Nenê na vaga de Marcos Guilherme. Uma tentativa de mudar o curso do rio, reter a bola e jogar, coisa que não fez em nenhum momento na primeira parte do clássico. Gente mais rodada.

As trocas não provocaram um equilíbrio no jogo, nem fizeram cosquinhas no time de Roger Machado, que, mesmo em ritmo mais lento, não perdeu em nenhum momento o controle da situação. Domínio estendido, se deu ao luxo de desperdiçar alguns contra-ataques e gols por descuidos até o apito final.

Mensagem do clássico está bem nítida: Palmeiras pede e exige passagem em busca de uma temporada memorável e o São Paulo se vê obrigado a procurar outro caminho. Tempo de Dorival Junior acabou.

(publicado no CHUTEIRA FC – leia mais notícias e opinião de futebol)

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