Croácia coloca ponto final na geração belga e avança na Copa

Lukaku perde gols e quebra banco de reservas - foto: Fifa oficial

Croácia chega às oitavas de final ao empatar sem gols com a Bélgica. Vice-campeões de 2018, croatas permanecem no Qatar. Semifinalistas na última Copa com direito a eliminar o Brasil nas quartas de final, os belgas voltam para casa bem mais cedo. Levam na bagagem o fim de uma geração que prometia tudo e não entregou quase nada.

Primeiro tempo acentua decadência de Bélgica e Croácia. De duas seleções em busca de uma vaga nas oitavas se espera sempre o máximo de entrega e soluções. Luta não faltou. Bola, sim.

Nem De Bruyne e muito menos Modric, expoentes dos oponentes, produziram algo diferente, capaz de mudar o curso do rio. Quando a companhia não ajuda, torna-se difícil encontrar o caminho. Sem luz dos craques, jogo não chama atenção.

E olha que a primeira faísca por pouco no incendiou o Estádio Ahamadi Bin Ali, um dos colossos construídos para a Copa. Com três segundos de partida, Perisic recebe passe e arrisca forte de fora da área. Susto em Courtois. Quase gol.

De Bruyne responde em saída veloz da defesa ao ataque, serve Carrasco e chute vai ao longe do gol de Livakovic. Chance desperdiçada.

A troca de ataques e tentativas de abrir o marcador dura até o pênalti de Carrasco em Kramaric. Árbitro aponta marca do cal, aos 14 minutos. VAR revisa, acha um impedimento no lance e anula penalidade que poderia colocar a Croácia em vantagem. VAR sendo VAR.

Como um passe de mágica, após intervenção da arbitragem de vídeo, o jogo se aquieta. Não havia mais emoção e futuro. Bélgica e Croácia sintonizadas na marcação, nulas nos lances de ataque. E futebol medíocre.

A platéia só vibrava com os gols de Marrocos contra Canadá anunciados nos painéis luminosos do estádio.

Tudo isso era muito ruim aos belgas. O empate naquela altura mandava para casa a geração que encantou o mundo hás duas Copas.

Restava um segundo tempo inteiro a se conhecer o destino de um punhado de fabulosos jogadores que marcaram seu tempo no futebol.

Aflita por gols, Bélgica volta com artilheiro Lukaku na vaga do baixinho Mertens. Croácia repete o time do início do jogo.

Croatas apertam cerco. Courtois responde com três defesas em sequência, de impor moral.

Belgas parecem rendidos. Que nada. De Bruyne arregaça as mangas. Serve Carrasco, chuta e o goleiro rebate nos pés de Lukaku. Sai a bomba que explode na trave. Logo em seguida, De Bruyne cruza e Lukaku cabeceia por cima do travessão. Incrível.

Modric desafia seu companheiro de Real Madrid, Courtois, em dois arremates. Goleiro vence duelo. E jogo esfria e esquenta no vai e vem de ataques sem muito rigor técnico.

Tempo escorre contra Bélgica. Empate seria a morte. Mandava a turma de volta para casa. Hazard entra. Sai zagueiro Meunier.

Então, Lukaku perde um gol atrás do outro no toque final quase na risca fatal. O sobrenatural salva os croatas. Fim de jogo. Lukaku cobre o rosto com a camisa vermelha, sai irado e com um soco quebra acrílico do banco de reservas. Era ato final da geração belga. Aquela que foi sem nunca ter sido.