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Pep Guardiola não perdoa os que um dia o humilharam. Desde os 4 a 0 do seu ex-Barcelona em cima do agora seu Manchester City no Camp Nou, não havia meio de tirar o espinho da garganta. Digerir aquela goleada era uma obrigação. Alguns tropeços em casa em competições domésticas não demoviam a certeza de que o troco na Liga dos Campeões seria dado. Então o Barça chegou altivo contra o City em Manchester. Abriu a contagem com belo gol de Messi em contra-ataque à perfeição. E nada mais fez. Quando o juiz encerrou o jogo, Guardiola sorriu. Estava lá no placar: City 3 a 1, com autoridade.
Pep Guardiola se encantou com Kevin De Bruyne, o condutor do Manchester City, a ponto de dizer que apenas Lionel Messi está acima do belga. Analista mais atento aos movimentos deste extraordinário meia percebe como ele encontra soluções defensivas e ofensivas e arrasta o time com ele. Moisés também tem essa leitura do jogo e se tivesse o poder de finalização de De Bruyne entraria fácil na lista de selecionáveis de Tite.

Manchester City fez um primeiro tempo catedrático. Posse de bola, virada de jogo, ataque muitas vezes com até oito jogadores no campo do United. Abriu dois gols de vantagem em 35 minutos e só deixou escapar uma vitória parcial com mais folga por causa do erro do goleiro Bravo que deu origem ao gol de Ibrahimovic. No fim, o City, em visita ao Old Trafford, venceu com todos os méritos por 2 a 1 o primeiro grande clássico da Premier League, que marcou o reencontro de Pep Guardiola e José Mourinho, agora emprestando talento ao futebol da Inglaterra.