Primeira lição de Guardiola a Mourinho no Campeonato Inglês

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Manchester City fez um primeiro tempo catedrático. Posse de bola, virada de jogo, ataque muitas vezes com até oito jogadores no campo do United. Abriu dois gols de vantagem em 35 minutos e só deixou escapar uma vitória parcial com mais folga por causa do erro do goleiro Bravo que deu origem ao gol de Ibrahimovic. No fim, o City, em visita ao Old Trafford, venceu com todos os méritos por 2 a 1 o primeiro grande clássico da Premier League, que marcou o reencontro de Pep Guardiola e José Mourinho, agora emprestando talento ao futebol da Inglaterra.

City foi puro Guardiola. Enquadrou o time de Mourinho e não deixou os vermelhos respirarem. Do lado azul do clássico havia velocidade e transição ao ataque em ritmo alucinante e sem erros de passes, com Fernandinho, David Silva e esse pulmão de aço De Bruyne comandando as ações.

Do lado do United, muita lentidão com Pogba e Ferlaine totalmente afogados com a marcação e um Rooney sem espaço. Nada funcionava no primeiro tempo. Até por isso, Mourinho deveria ter ajoelhado e agradecido por sofrer apenas dois gols e ainda fazer um nos 45 minutos iniciais.

No segundo tempo, o treinador português tirou seu time lá de trás. Adiantou as peças para forçar o erro da saída de bola do City. Equilibrou o clássico e deixou o jogo um pouco mais realista. Encontrou algumas soluções ofensivas com a entrada de Rashford e devolveu Rooney a serviço do time.

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Guardiola mudou seu esquema ao trocar o atacante Ihenacho pelo volante brasileiro Fernando que daria mais liberdade a Fernandino. Com essa troca, o City saiu do sufoco e passou a ser quase letal no contra-ataque. O United ainda pelejou, nos últimos dez minutos com cruzamentos na área, mas em vão.

No fim das contas Guardiola derrotou Mourinho. No confronto entre os treinadores,  em 17 jogos, o espanhol tem 8 vitorias, o português, 3 e empates foram seis.

Como já se sabe, Gabriel Jesus se apresentará ao City em janeiro e deve ganhar a vaga de Nolito para formar o ataque ao lado de De Bruyne e Aguero e mais a chegada de David Silva. Infernal.

Outro detalhe a ser levado em consideração na análise do clássico e futuro da Seleção. Aquele burocrático Fernandinho dos tempos de Felipão e Dunga não existe mais. Com pouco tempo sob as ordens de Guardiola, o volante se transformou. Tem mais bola que Paulinho, até aqui o preferido de Tite no escrete.

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