São Paulo sai do inferno e abre quatro pontos da zona de rebaixamento

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São Paulo enfim tem um domingo de paz depois de mais de um mês atormentado com resultados ruins, descrédito, crise, invasão de torcedores no CT. A sensação de alívio vem com a vitória contra o Figueirense, rival direto na luta contra o rebaixamento, por 3 a 1 nesta manhã de domingo (11/9) no Morumbi. O resultado manda o time para 31 pontos, quatro a mais que o próprio Figueirense (17º colocado), o primeiro a habitar a zona da degola do Brasileirão-2016.

Coincidência ou não, o triunfo se deu já com Marco Aurélio cunha empossado no cargo de diretor executivo de futebol. O novo gestor dos vestiários está apenas a dois dias na função. Seria um absurdo dar a ele os créditos da vitória, mas já é um prenúncio de que a casa deve ser reerguida, embora o dirigente não tenha o poder dos milagres.

Há ainda outros fatores a serem observados como, por exemplo, voltar a vencer o Morumbi diante de sua gente. Ou, como disse Hudson, restabelecer a confiança do grupo de jogadores. A conferir nas próximas rodadas.

ANÁLISE DO JOGO

São Paulo se impôs no primeiro tempo. Diante de um adversário covarde, preocupado apenas em se defender a ponto de isolar o lento Carlos Alberto na linha de frente, o time de Ricardo Gomes não deu trégua. Fez o que se tem de fazer quando as vitórias viram mercadoria rara e a crise latente no clube irradia para dentro de campo. Foi valente o tempo todo.

Chegou ao primeiro gol depois de colecionar um escanteio atrás do outro e do número absurdo de cruzamentos na área. De um deles, Chávez marcou de cabeça. Era o seu sexto gol nos últimos 11 que o São Paulo havia marcado – os outros foram de Cueva (4) e Calleri (1).

O gol do argentino servia como uma resposta também aos dias nebulosos. Há pouco mais de um mês o time não vencia. Em quatro jogos com Ricardo Gomes, nenhuma vitória.

Alguma coisa deveria de diferente deveria ser feita, mesmo com poucas opções no grupo de jogadores. E a estratégia adotada foi apostar em um time mais cascudo e jogadas de velocidade com Kelvin na direita e Cueva na esquerda. Funcionou. Bom lembrar que do outro lado imperava o medo e a covardia.

No segundo tempo, o Figueirense voltou com duas mudanças no ataque e no meio-campo. Mais que as substituições, tinha agora um atitude de encarar o São Paulo de frente. E, quando começava a equilibrar o jogo, sofreu o gol de Cueva na sequência de um pênalti batido pelo próprio peruano, aos 21. Era o 12º gol consecutivo de um estrangeiro.

Em seguida, outro contra-ataque e mais um gol. Dessa vez de um brasileiro, Kelvin foi o autor da obra que confirmaria a vitória do São Paulo, mesmo com o gol de honra de Carlos Alberto em cobrança de pênalti. Ufa!

FICHA DO JOGO

São Paulo 3 x 1 Figueirense

Gols: Chávez, aos 30 minutos do primeiro tempo; Cueva, aos 21; Kelvin, aos 28; e Carlos Alberto, pênalti, aos 41 minutos do segundo tempo

São Paulo: Denis, Buffarini, Maicon, Lyanco e Matheus Reis; Hudson, Thiago Mendes e Wesley; Kelvin (Robson), Chávez e Cueva (Daniel). Técnico: Ricardo Gomes

Figueirense: Gatito Fernández, Ayrton, Bruno Alves, Derlei e Marquinhos Pedroso; Jefferson, Jackson Caucaia, Ferrugem (Elvis) e Lins (Ermel); Dodô (Rafael Silva) e Carlos Alberto. Técnico: Tuca Guimarães.

Juiz: Dewson Freitas
Cartões amarelos: Kelvin, Thiago Mendes, Jefferson e Dodô
Renda: R$ 688.491,00
Público: 27.365 pagantes
Local: Morumbi

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