Neymar, Messi e Mbappé: Qatar é dono da Copa e dos craques da Copa

Astros da Copa e do Qatar – foto: divulgação PSG

Imagine você ter dinheiro que nunca acaba. Enxergar no futebol um jeito de faturar ainda mais e, por tabela, divulgar sua marca. Estamos falando do governo do Qatar, um dos países mais ricos do mundo dominado por uma família bilionária sentada em fontes de petróleo e gás natural. Adiantamos e chegamos a Mbappé, Messi e Neymar, todos funcionários do estado do Qatar muito bem remunerados e disputando protagonismo na Copa do Mundo 2022 organizada pelo próprio Qatar.

Ou seja, o Qatar é dono da Copa e dos craques da Copa.

A Copa custou R$ 1,2 trilhão ao Qatar. Mbappé, Messi e Neymar juntos custam R$ 770 milhões por ano ao estado do Qatar.

Pois bem, essa engrenagem tem algumas pontas. A QSI (Qatar Sports Investiments) é uma das mais importantes do processo. Trata-se de uma subsidiária da QIA (Qatar Investiments Authority), um fundo de investimentos de propriedade do Ministério das Finanças do Qatar.

Voltamos a falar da QSI. Em 2011, por 50 milhões de euros + dívidas de 39 milhões de euros, esse fundo de investimentos compra o Paris Saint-Germain (PSG), tradicional clube de Paris e um dos mais carismáticos do futebol francês. E não para de injetar dinheiro.

Neymar vira objeto do desejo do Qatar. A QSI arremata o craque pagando a bagatela de 222 milhões de euros ao Barcelona. Uma brincadeira na época valendo cerca de R$ 800 milhões. Primeiro grande reforço da era Qatar no PSG.

foto: Twitter Ffa

Mbappé, aos 18 anos, é contratado em 2018. Governo do Qatar, via QSI, paga 180 milhões de euros ao Monaco e leva o diamante bruto do futebol francês ao PSG.

Messi chega de graça, via QSI, na temporada 2021/2022. Ao fim do compromisso de longa data com o Barcelona, craque argentino se incorpora ao ataque apontado como o mais poderoso do mundo.

Neymar, Messi e Mbappé.

Já imaginou o quanto o trio pode render em publicidade, venda de camisas e exposição positiva ao governo do Qatar?

Retorno de imagem ao estado do Qatar, aqui é o de menos. Para ter esse trio de ouro em suas mãos é preciso gastar os tufos. Então faça as contas:

Mbappé recebe 72 milhões de euros por ano do PSG – R$ 350 milhões – mais bônus de 180 milhões na assinatura do novo contrato. E pode receber mais 170 milhões de euros se cumprir contrato até o fim, em 2025.

foto: Twitter Fifa

Neymar fatura 36 milhões de euros por ano – R$ 182 milhões. Tem contrato até 2027.

Messi abocanha 45 milhões de euros por ano – R$ 208 milhões. Tem contrato até 2027.

Apenas com o valor dos salários, sem os bônus, o estado do Qatar paga cerca de 153 milhões  de euros – algo perto de de R$ 770 milhões a Mbappé, Neymar e Messi.

Salários dos três astros mencionados acima foram divulgados pelo jornal Le Parisien, de Paris, há três meses.

foto: Twitter Fifa

Voltamos a falar da Copa do Mundo 2022.

Mbappé é o artilheiro até aqui da competição, com 5 gols. Messi tem 3 gols e Neymar 1.

Mais que os gols, os três têm poder de uma tempestade de areia nesse Mundial.

Mbappé fala claramente em sua obsessão de ser o artilheiro máximo da Copa vestindo a camisa azul da França e levar o país a conquistar sua terceira taça. Terá pela frente mais três jogos se a seleção francesa for finalista.

Messi nem tem tanta ambição pelos gols. Seu desejo a sair da lâmpada mágica do gênio é conquistar a sua primeira Copa do Mundo, das cinco que disputou vestindo a azul e branca da Argentina.

Neymar, após o drama de ser quase desligado da Copa, também luta por um título inédito de sua carreira, o de campeão mundial. E assim bordaria a sexta estrela na camisa amarela.

Nas ruas de Doha, Lionel Messi é dominante. Paixão por ele transborda na comunidade árabe do Oriente Médio. Um arrasa quarteirão.

Mbappé enche os olhos dos mais de 15 mil jornalistas credenciados pela Fifa a cobrir a Copa 2022. É o luxo da crônica esportiva e deleite dos torcedores.

Não por acaso a família Al Thani, governando o Qatar há 200 anos, ri à toa. Fortuna dessa prole é estimada em 335 bilhões de dólares. Tamin bin Hamad Al Thani, atual emir do Qatar no poder desde 2013, tem nos seus cofres 2 bilhões de dólares, segundo a holding Bloomberg Bilionaires Index.

É dinheiro que não acaba mais. Então, vamos brincar de futebol.


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